Em crise histórica, Bolívia busca ajuda internacional e recebe apoio do Brasil

Governo boliviano enfrenta protestos, dificuldades econômicas e pressão por novas eleições.

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Publicado em 26/05/2026 às 14:41h Publicado em 26/05/2026 às 14:41h por Wesley Santana
Nação andina enfrenta sua pior crise em quase meio século (Imagem: Shutterstock)
Nação andina enfrenta sua pior crise em quase meio século (Imagem: Shutterstock)

Cerca de seis meses depois das eleições presidenciais, a Bolívia passa por uma grave crise política e econômica. O governo vê uma onda de protestos que atingem a capital La Paz e outras importantes áreas do país vizinho.

A crise é causada sobretudo pela oposição política, liderada pelo ex-presidente Evo Morales, que pede a convocação de novas eleições. Com isso, o atual chefe do Executivo, Rodrigo Paz, é pressionado por movimentos sociais a convocar um novo pleito em até 90 dias.

Para além das questões políticas que permeiam o país, o cenário de crise financeira vem se agravando nos últimos anos. O custo de vida, a falta de dólares, a escassez de petróleo e outros temas têm dificultado a vida em uma nação que tem alguns dos menores indicadores sociais da América do Sul.

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Os protestos já duram mais de três semanas e não há, no horizonte, um momento de pacificação. O presidente não conseguiu cumprir algumas de suas promessas de campanha, o que tem feito com que parte da população esteja insatisfeita.

Neste contexto, Rodrigo Paz anunciou mudanças no seu quadro político. Ele promulgou também uma redução no seu próprio salário e no de seus ministros com o objetivo de mostrar “compromisso com o país”, conforme suas próprias palavras.

No entanto, a situação caótica fez com que o país pedisse ajuda a seus parceiros, como Argentina, Estados Unidos e Brasil. Os Estados estão trabalhando individualmente para enviar ajuda à La Paz.

Por meio de nota, o presidente Lula destacou “solidariedade ao governo e ao povo boliviano e ressaltou a importância do pleno respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito". Ele também defendeu que "governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências e para a preservação da paz social".

Evo Morales foi presidente da Bolívia entre os anos de 2006 e 2019, mas foi impedido de se candidatar nas eleições de 2025. Uma decisão da Suprema Corte do país limitou o período de reeleições no país a no máximo duas vezes, sejam elas consecutivas ou não.

A Bolívia é um país com pouco mais de 12,5 milhões de habitantes, com uma fronteira que vai do Centro-Oeste ao Norte do Brasil. Sem saída para o mar, grande parte do PIB (Produto Interno Bruto) do país vem da mineração, agricultura e do turismo.