Eleições 2026: Renan Santos dá entrevista à GloboNews; veja os principais temas

Candidato pelo Partido Missão critica polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro e destaca suas propostas para o Brasil.

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Publicado em 05/08/2026 às 16:18h Publicado em 05/08/2026 às 16:18h por Lucas Simões
Renan Santos tenta se desvincular da figura de "Terceira Via" na corrida à Presidência (Imagem: Reprodução/Globonews)
Renan Santos tenta se desvincular da figura de "Terceira Via" na corrida à Presidência (Imagem: Reprodução/Globonews)
O candidato à Presidência do Brasil pelo partido Missão, Renan Santos, concedeu entrevista nesta quarta-feira (5) ao canal de notícias Globonews, em parceria com o g1, abrindo rodada de sabatina com os principais postulantes nas Eleições 2026.
Renan Santos comentou sobre os eixos de seu plano de governo, destacando suas propostas para segurança pública e área econômica, mas logo tratou de se desvincular da imagem de "Terceira Via", quando questionado pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery sobre o seu posicionamento político. 
"Eu aceito a alcunha de antissistema no sentido de que eu não participo do grande jogo e seus vícios, mas entendo o funcionamento da fábrica de salsichas, que é o Congresso Nacional", declarou o presidenciável do Missão.
O candidato argumentou que o Brasil vive um "drama fiscal" e disse que o Brasil precisa desvincular recursos para a saúde e a educação por meio da desindexação do salário mínimo.
Ao detalhar suas diretrizes na área econômica, Renan Santos defende a urgência de enxugar a máquina pública, como forma de reduzir as expectativas de inflação e retomar o interesse dos investimentos privados e estrangeiros. 
"O Estado brasileiro gastou além da conta e sufocou a economia produtiva; o caminho exige corte de privilégios e responsabilidade fiscal de verdade", enfatizou o candidato à Presidência. 

Polarização política

Embora já apareça consolidado no terceiro lugar em algumas pesquisas de intenção de votos, o candidato do Missão ainda aparece bem distante de seus principais concorrentes na corrida eleitoral: o senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Renan Santos disse às jornalistas da Globonews que, diante do cenário político polarizado, a postura de seus concorrentes que optaram por não comparecer às sabatinas e debates televisivos não dialoga com a transparência exigida pelos eleitores. 
"Quem quer governar o país precisa ter coragem de encarar o contraditório e prestar contas diretamente à sociedade", declarou o líder político, que em suas redes sociais já teceu inúmeras críticas à suposta proximidade de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, além do envolvimento do governo Lula com os desvios de aposentadoria dentro do INSS.
Nesta semana, a Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito para investigar o filho mais velho do presidente Lula, conhecido como "Lulinha" diante de suspeitas relacionadas ao "Careca do INSS".

Segurança Pública

Para o candidato do partido Missão, o combate às facções criminosas e a recuperação de territórios fora do controle do Estado brasileiro é uma das prioridades do seu governo.
Durante a entrevista, Renan Santos criticou a ineficiência das atuais políticas federais de enfrentamento ao crime organizado, defendendo uma atuação conjunta e mais descentralizada com os governadores.
"A segurança pública exige enfrentamento frontal ao crime organizado, sem discursos brandos e com inteligência integrada", disse Renan Santos. Quando questionado se combateria as facções fazendo sucessivos decretos de Estados de Defesa, rebateu que não descumprirá nenhuma lei.
"Não, eu não vou atropelar nada. Vou fazer o estrito cumprimento da lei. O Estado de Defesa é necessário para que uma operação policial aconteça na favela ou numa cidade tomada pelo crime. Se necessário, será colocado naquela região apenas", argumentou o postulante ao Palácio do Planalto.