Eleições 2026: Lula é contra emendas Pix, mas não revela como combaterá

As chamadas emendas parlamentares já movimentam R$ 50 bilhões do Orçamento federal e não prestam transparência.

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Publicado em 08/08/2026 às 18:26h Publicado em 08/08/2026 às 18:26h por Lucas Simões
Lula inclui combate às emendas Pix em sua proposta de governo (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
Lula inclui combate às emendas Pix em sua proposta de governo (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste sábado (8) da celebração de 30 anos do movimento social MTST, evento realizado na Grande São Paulo. Na ocasião, o petista discursou à militância e reforçou suas propostas de governo, caso seja reeleito.
Respeitando as regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a campanha de Lula entregou o documento com todas as suas propostas de governo na véspera, incluindo sua isenção de conter as emendas Pix que já sequestram R$ 50 bilhões do Orçamento federal.
Conforme o texto apresentado pelo petista, é preciso combater o atual sistema de emendas parlamentares usadas tanto por deputados federais quanto por senadores que repassam recursos diretamente aos seus redutos eleitorais, sem prestar transparência sobre a finalidade do dinheiro que chega a inúmeras prefeituras. 
O custo das emendas Pix já compromete 20% de toda a despesa discricionária que o governo federal teria à sua disposição para investimentos estratégicos.
Apesar da relevância do tema, o presidente Lula não explicou na proposta protocolada ao TSE como fará efetivamente para acabar com as emendas parlamentares. Durante sua participação no evento do MTST, Lula preferiu destacar a baixa adesão ao seu programa de incentivo de compra de veículos para entregadores, motoristas de aplicativo e taxistas, criticando bancos por travas no crédito. 
"Resolvemos liberar dinheiro para financiar motocicleta aos entregadores, carro para Uber e táxi. Uma coisa maravilhosa, uma festa, todo mundo ficou muito feliz. Aí, quando a gente começa a colocar em prática, a coisa não anda. O cara vai no banco, fala, explica, aí exige uma coisa de rating (de crédito), exige uma coisa de não ter a conta", esbravejou Lula.