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Direcional (DIRR3) aprovou um novo programa de recompra de ações que prevê a aquisição de até 32 milhões de papéis da companhia.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração e ocorre após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026, período em que a empresa registrou lucro líquido de R$ 202 milhões, alta de 9,7% na comparação anual.
A operação terá como objetivo maximizar a geração de valor para os acionistas por meio da administração da estrutura de capital da companhia. As compras serão realizadas na B3, a preços de mercado, respeitando o limite previsto na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
O novo plano começa nesta quarta-feira (12) e terá prazo máximo de 18 meses para a realização das aquisições. Atualmente, a Direcional possui 327.236.076 ações ordinárias em circulação e outras 496.216 ações mantidas em tesouraria.
Caso as operações previstas sejam realizadas, a estrutura de controle acionário e a composição administrativa da companhia não serão alteradas. O programa também autoriza a empresa a celebrar contratos de derivativos referenciados em suas ações e a alienar papéis relacionados a essas operações, dentro dos limites estabelecidos pela regulamentação.
Direcional fecha 2º tri com alta no lucro
A recompra foi anunciada junto aos números do segundo trimestre. Entre abril e junho, a Direcional registrou receita líquida de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 20% em relação ao segundo trimestre de 2025. A companhia também alcançou margem bruta ajustada de 42,8%, 1,1 ponto percentual acima do registrado um ano antes.
O Ebitda chegou a R$ 311 milhões, avanço de 27% na comparação anual, enquanto a margem Ebitda ficou em 24,3%, alta de 1,4 ponto percentual. No trimestre, a geração de caixa foi de R$ 130 milhões, sendo R$ 80 milhões de geração de caixa operacional.
O lucro líquido operacional alcançou R$ 202 milhões, alta de aproximadamente 10% sobre o mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido chegou a R$ 415 milhões.
Além disso, as vendas brutas somaram R$ 2 bilhões no segundo trimestre, o maior patamar da história da companhia. No primeiro semestre, a receita líquida atingiu R$ 2,4 bilhões, crescimento de 25%.