Dark Horse: PF faz operação sobre o financiamento do filme de Bolsonaro

A PF investiga o suposto desvio de emendas parlamentares para a produtora do longa-metragem.

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Publicado em 10/09/2026 às 09:38h Publicado em 10/09/2026 às 09:38h por Marina Barbosa
Dark Horse promete contar a história de Jair Bolsonaro e também teria recebido dinheiro do Master (Imagem: Divulgação/Go Up Entertainment)
Dark Horse promete contar a história de Jair Bolsonaro e também teria recebido dinheiro do Master (Imagem: Divulgação/Go Up Entertainment)
A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação para investigar o financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
 
💸 De acordo com a corporação, o objetivo é apurar o suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares para uma organização da sociedade civil envolvida na produção do filme.
"As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados", informou a PF.
A corporação disse ainda que o esquema movimentou "centenas de milhões de reais" por meio dessas empresas e se estendeu até julho de 2026. 
A PF investiga, então, os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Os alvos da PF

🚔 Entre os alvos da operação, está o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que é produtor-executivo e roteirista do longa-metragem e foi secretário de Cultura no governo Bolsonaro. 
Karina Gama, que é dona da produtora responsável pelo filme, a Go UP Entertainment, também está entre os alvos da PF.
Ao todo, a Polícia Federal cumpre 49 mandados de busca e apreensão na operação, que conta com o apoio da CGU (Controladoria-Geral da União) e foi batizada de Make Up. 
Os mandados foram expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e são cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, além do Distrito Federal.

Outras investigações

A Polícia Civil de São Paulo já havia deflagrado em junho uma operação para investigar o financiamento do filme de Bolsonaro. 
À época, a investigação focou no ICB (Instituto Conhecer Brasil), que também pertence a Karina Gama e fechou um contrato milionário com a Secretaria de Inovação e Tecnologia de São Paulo durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O objetivo era apurar se houve fraude na licitação do serviço e desvio de recursos públicos, inclusive para o financiamento do filme Dark Horse.
Além disso, o STF (Supremo Tribunal Federal) investiga o repasse de recursos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme.
A investigação foi aberta depois da divulgação de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) negociava o financiamento do longa-metragem com Vorcaro.