📊 A coordenadora econômica da campanha do senador
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, apresentou nesta terça-feira (13) as linhas gerais da agenda econômica que o candidato pretende adotar caso seja eleito.
Durante o Grande Encontro do Associativismo, realizado no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, ela defendeu uma política de mobilidade social para tirar os brasileiros do que chamou de "prisão assistencialista" e direcionou duras críticas ao PT, que acusou de ser uma "máquina de mentiras".
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As declarações foram feitas poucos minutos antes da chegada de Flávio ao evento, que reuniu empresários. Em tom confiante, Daniella afirmou já antever o resultado da eleição. "Nosso presidente já está chegando. Eu já estou profetizando", disse.
Ajuste fiscal, custo Brasil e mobilidade social formam o tripé
Ao detalhar as prioridades da campanha, a coordenadora resumiu o programa econômico em poucos eixos.
Segundo ela, o plano "é muito simples" e consiste em "botar as contas no lugar e tirar o Brasil do vermelho, mas principalmente reduzir o custo Brasil e fazer uma agenda forte de mobilidade social, para que as pessoas saiam dessa prisão assistencialista e voltem a ter prosperidade e voltem a sonhar. E não se endividem para sobreviver".
Na avaliação de Daniella, o modelo econômico atual chegou ao limite. Para ela, o país não tem outra saída senão "expandir a produtividade e parar de sustentar Brasília".
A coordenadora também interpretou o resultado do primeiro turno, em que Flávio terminou à frente do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como um recado do eleitorado.
"O Brasil já mostrou que quer mudança no 1º turno. Queremos governabilidade para fazermos a reforma que precisa", declarou.
Coordenadora acusa PT de campanha baseada em mentiras
O discurso também teve forte componente de ataque aos adversários. Daniella acusou o PT e o governo Lula de conduzirem uma campanha baseada em mentiras e de operarem uma "máquina de fake news". Para ela, o partido do presidente não tem propostas a apresentar ao país.
"O PT não tem nada para propor ao país e nós temos o maior juro real do mundo", afirmou.
A coordenadora também mirou a condução das contas públicas pelo atual governo. Segundo ela, a gestão Lula elevou mais de 30 impostos para financiar o que classificou como "uma conta gigantesca em Brasília".
Ao mesmo tempo, afirmou que o país registra mais de 6 mil empresas em recuperação judicial, número que descreveu como recorde histórico.
"E ainda assim eles continuam gastando e deixando uma conta para as futuras gerações, e principalmente, fazendo uma campanha baseada em mentiras. É dever de todos nós ter consciência do que está acontecendo", disse.
Ex-presidente da Caixa é a principal voz econômica da campanha
Daniella Marques foi presidente da Caixa Econômica Federal e assessora especial do Ministério da Economia durante o governo de Jair Bolsonaro, e hoje ocupa a coordenação econômica da campanha de Flávio.
💰 Em evento recente, ela já havia afirmado que mais de 20 estatais poderiam entrar na mira de privatização em um eventual governo do senador, tema que se tornou um dos pontos de embate na reta final da disputa presidencial.