Casas Bahia (BHIA3): O que diz a empresa sobre laudo da recuperação judicial?
O Grupo Casas Bahia explicou que o laudo possui natureza puramente preliminar e informativa.
A Casas Bahia (BHIA3) fechou um acordo para indenizar os trabalhadores demitidos em agosto, quando fechou quase 300 lojas e pediu recuperação judicial para tentar colocar as contas em ordem.
Pelo acordo, a Casas Bahia vai pagar uma indenização de R$ 7,5 mil e as verbas rescisórias de cada ex-funcionário, o que inclui aviso prévio, multa de 40% do FGTS, férias e décimo terceiro proporcionais.
O trato cobre cerca de 4,4 mil trabalhadores. Por isso, vai custar ao menos R$ 33 milhões para a varejista, podendo chegar a R$ 100 milhões, segundo fontes ouvidas pelo "Valor Econômico".
Ainda não há, no entanto, data para a realização desses pagamentos. Isso porque o recurso deve sair de depósitos judiciais da companhia, o que ainda depende de uma decisão da vara responsável pela recuperação judicial da Casas Bahia.
A Casas Bahia também ficou impedida de fazer novas demissões coletivas sem comunicação prévia ao sindicato a partir desse acordo.
As demissões de agosto foram questionadas na Justiça pela CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) justamente por falta da negociação sindical prévia.
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Depois da queixa, a Justiça chegou a determinar a reintegração dos trabalhadores demitidos. Porém, essa liminar perdeu os efeitos com o acordo firmado nessa quinta-feira (15).
O acordo de indenização dos trabalhadores foi negociado entre a Casas Bahia e a CNTC e homologado pelo TRT-10 (Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região).
A Casas Bahia fechou lojas e demitiu esses trabalhadores pouco antes de reportar um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026 e pedir recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas.
A companhia entrou em crise em meio à alta dos juros, que elevou os custos da sua dívida, afetou a disponibilidade de capital de giro e diminuiu o movimento no varejo, ao pressionar o orçamento e a inadimplência das famílias.
Segundo a empresa, a recuperação judicial "configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da Companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações".
O Grupo Casas Bahia explicou que o laudo possui natureza puramente preliminar e informativa.
Companhia recebeu notificação da bolsa e poderá recorrer a um grupamento de ações para elevar a cotação.