Casas Bahia coloca executivos sob escolta após credor ameaçar diretores
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
📉 As ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3) chegaram a derrapar mais de 3% nesta quinta-feira (14), negociadas ao redor de R$ 3,94 cada, após a varejista apresentar mais um trimestre com resultados operacionais fracos. No acumulado do ano, os papéis da empresa já perderam 64,5% em valor de mercado.
Embora os analistas do BTG Pactual ainda reconheçam que o processo de reestruturação do Grupo Casas Bahia continuou no terceiro trimestre do ano (3T24), sua recomendação permanece em cima do muro (neutra), estipulando preço justo de R$ 9, que representa um potencial de valorização de 128%.
"Como esperado, a tendência de enfraquecimento da receita líquida continuou no terceiro trimestre e, apesar das melhores margens, a lucratividade permanece sob pressão, reforçando a perspectiva desafiadora do curto prazo", pontuam os analistas Luiz Guanais, Gabriel Disselli, Pedro Lima e Luis Mollo, em relatório.
O Grupo Casas Bahia reportou prejuízo líquido de R$ 369 milhões no 3T24, menor que o saldo negativo de R$ 836 milhões obtido um ano antes. Mesmo que tenha ficado no vermelho, o banco projetava que a varejista teria prejuízo de R$ 468 milhões no período.
Enquanto isso, o ebitda ajustado (lucro antes de impostos, depreciação e amortização) caiu 3,5% na comparação anual, para R$ 491 milhões no 3T24 (11% acima da expectativa dos analistas), com margem de 7,7%, contra apenas taxa de 1% no mesmo período de 2023.
Por sua vez, a varejista encerrou o trimestre com R$ 2,1 bilhões em caixa, montante de R$ 3,1 bilhões em dívida líquida, além de saldo negativo de R$ 179 milhões em fluxo de caixa, descontados investimentos e empréstimos.
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Segundo o BTG Pactual, um dos principais desafios que trava o desempenho do Grupo Casas Bahia na bolsa brasileira é o seu cenário ainda bastante competitivo no varejo.
Além de travar uma batalha diária com rivais nacionais como Magazine Luiza (MGLU3) e Americanas (AMER3), esta última que atravessa um processo de recuperação judicial, os acionistas de BHIA3 também lidam com concorrência pesada estrangeira de gigantes como Amazon (AMZO34), Mercado Livre (MELI34) e Shopee.
Em agosto do ano passado, o Grupo Casas Bahia revelou um plano de reestruturação para lidar com as pressões de margem e melhorar o fluxo de caixa, que incluía a redução do tamanho das operações e o foco em categorias mais lucrativas.
💸 Nesse meio tempo, a BHIA3 levantou R$ 602 milhões via uma oferta subsequente de ações (follow-on) em setembro de 2023, para reforçar sua estrutura de capital e anunciou uma recuperação extrajudicial para reprogramar sua dívida em abril deste ano.
"Apesar dessas medidas, continuamos com uma recomendação neutra devido à perspectiva de concorrência acirrada, forte exposição a eletrônicos e eletrodomésticos, altos custos de financiamento e desafios na monetização de créditos fiscais", reitera o quarteto de analistas do banco.
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
Entre os celulares, um Samsung Galaxy A07 4G de 128 GB aparece com lance de R$ 435.