Durante o último final de semana, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro)
leu uma carta atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro em transmissão ao vivo em suas redes sociais. O episódio rendeu nesta segunda-feira (13) a suspensão de visitas entre pai e filho pelo período de 90 dias.
A decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também estipulou prazo de 48 horas para que o ex-presidente da República preste esclarecimentos se tinha conhecimento prévio da finalidade da carta.
Conforme o entendimento do ministro, o uso político da carta veiculada nas redes sociais implica que as visitas de Flávio ao seu pai, que atualmente cumpre prisão domiciliar em sua residência em Brasília, configuram desvio de finalidade do direito de visita.
Na prática, o prazo de 90 dias estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes impede que Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro se encontrem até meados de outubro, após a realização do primeiro turno das
Eleições 2026, marcado para o dia 4.
“Não há dúvidas, portanto, que a conduta irregular de Flávio Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”, argumenta o ministro do STF na decisão.
Vale recordar que a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de Golpe de Estado, com pena de 27 anos e três meses, inclui a proibição de uso das redes sociais pelo condenado, ainda que por intermédio de terceiros, regra que, em tese, pode ter sido violada com a divulgação da carta no último dia 11 de julho de 2026.