Bolsonaro continuará em prisão domiciliar, mas perde a posse de 11 armas

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revisitou o caso do ex-presidente.

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Publicado em 03/07/2026 às 18:56h Publicado em 03/07/2026 às 18:56h por Lucas Simões
Desde março de 2026, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília (Imagem: Shutterstock)
Desde março de 2026, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília (Imagem: Shutterstock)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve a sua prisão domiciliar estendida por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida nesta sexta-feira (3).
Mas, o líder da direita brasileira também enfrentou revés com a perda de posse de 11 armas em sua residência. No mês passado, uma arma sob a posse de Bolsonaro foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar (PM), que, agora, desencadeou na apreensão de outras dez armas do ex-presidente, além da perda do status de Colecionar Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Ficou determinado pelo ministro da Suprema Corte que os advogados de Bolsonaro entreguem todas as armas de seu cliente à Polícia Federal dentro do prazo das próximas 48 horas.
Vale mencionar que a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro, em sua residência em Brasília, está condicionada ao cumprimento de todas as ordens emitidas pelo Poder Judiciário. 
Ou seja, caso se rebele, Bolsonaro retorna ao regime fechado no Complexo Penitenciário da Papudinha, nos arredores do Plano Piloto, onde estava até março de 2026, quando recebeu o benefício da prisão domiciliar após complicações hospitalares.
“No presente momento, a manutenção da prisão domiciliar humanitária mostra‑se razoável, adequada e proporcional, sobretudo porque, afastados os fatores impeditivos anteriores e presentes as excepcionalidades humanitárias, é possível sua concessão mesmo para os condenados em regime fechado, desde que isso não represente a impossibilidade ou dificuldades na integral execução da pena privativa de liberdade transitada em julgado”, argumentou o ministro do STF.
A arma de Bolsonaro, que deu estopim para o agravamento de sua situação prisional, estava nas mãos do sargento do Exército Estácio Leite da Silva, que atua na segurança do ex-presidente, quando o mesmo foi parado por blitz da PM.