📈 O Safra elevou sua projeção para o
Ibovespa (IBOV) e passou a enxergar o principal índice da
B3 (B3SA3) em 260 mil pontos ao fim de 2027.
O novo alvo, divulgado em relatório nesta sexta-feira (23), implica potencial de valorização de 27,4% em relação ao patamar atual.
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Na avaliação dos analistas, mesmo diante dos desafios fiscais da economia brasileira, a desaceleração da atividade deve abrir espaço para cortes adicionais de juros.
Um ambiente macroeconômico mais favorável, com ajustes fiscais mais profundos, juros em níveis mais sustentáveis e crescimento futuro mais sólido, tende a beneficiar o mercado acionário.
Parte desse movimento já começou. O mercado vem precificando a possibilidade de mudança de governo e, por consequência, uma política fiscal mais rigorosa, o que levou o Ibovespa a acumular alta superior a 9% nos últimos 30 dias.
Múltiplos seguem abaixo dos períodos de menor risco
Apesar da forte valorização recente, o Safra avalia que ainda há espaço no preço das ações. Segundo o banco, os múltiplos do índice permanecem abaixo dos patamares historicamente associados a períodos de menor percepção de risco.
A explicação está no principal ponto de atenção dos investidores. A questão fiscal segue como a maior preocupação do mercado, que ainda aguarda medidas concretas capazes de produzir uma melhora consistente dos fundamentos no próximo ano.
"O ajuste fiscal é particularmente relevante porque o Brasil possui um dos maiores déficits nominais entre os países emergentes", afirmou o banco no documento.
Queda da Selic pode levar dinheiro da renda fixa para a bolsa
Caso as expectativas do mercado se confirmem, o caminho estaria aberto para a redução da
taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano. Para os analistas, juros mais baixos tendem a estimular a migração de recursos da
renda fixa para a renda variável.
"A redução da atratividade relativa da renda fixa pode estimular novamente investidores locais a elevar sua exposição à bolsa", escreveram.
Outro argumento do banco envolve o dinheiro estrangeiro. Um cenário fiscal mais equilibrado poderia atrair novos fluxos externos para o país, e os números mostram quanto espaço existe nessa frente.
📊 Atualmente, o peso do Brasil nos índices emergentes está em 4,8%, cerca de 20% abaixo da média dos últimos 10 anos e 35% abaixo do pico registrado no período. Na prática, uma simples recomposição dessa participação já representaria entrada relevante de recursos na bolsa brasileira.