Azul (AZUL3) vê prejuízo líquido ajustado disparar 125,1% no 2T26, a R$ 1,07 bilhão

Os números da companhia aérea refletem o impacto direto do avanço expressivo das despesas com combustível de aviação.

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Publicado em 14/08/2026 às 09:44h Publicado em 14/08/2026 às 09:44h por Elanny Vlaxio
O resultado operacional ajustado ficou negativo em R$ 159,1 milhões (Imagem: Shutterstock)
O resultado operacional ajustado ficou negativo em R$ 159,1 milhões (Imagem: Shutterstock)
A Azul (AZUL3) registrou um salto de 125,1% no seu prejuízo líquido ajustado durante o 2T26 (segundo trimestre de 2026), somando R$ 1,0709 bilhão ante a perda de R$ 475,8 milhões apurada no mesmo período do ano anterior. 
Os números da companhia aérea refletem o impacto direto do avanço expressivo das despesas com combustível de aviação, que saltaram 41,2% em termos monetários e tiveram uma alta de 61,8% no valor médio por litro no comparativo anual. Além da pressão dos insumos, o trimestre enfrentou dinâmicas operacionais atípicas decorrentes da realização da Copa do Mundo. 
Em termos nominais não ajustados, o resultado líquido consolidado da aérea ficou negativo em R$ 1,0412 bilhão, revertendo o lucro de R$ 1,2934 bilhão anotado no 2T25.  No campo operacional, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado encolheu 55,4% na comparação trimestral, caindo de R$ 1,1427 bilhão para R$ 510,1 milhões. 
Com isso, a margem Ebitda recuou 12,9 pontos percentuais, passando de 23,1% para 10,2%. Sem os ajustes por itens não recorrentes, que somaram R$ 359,4 milhões e englobaram custos de reestruturação, honorários, baixas contábeis de frota e rescisões de contratos de aeronaves E1, o Ebitda reportado foi de R$ 228,6 milhões, com margem de 4,6%. 
O resultado operacional ajustado ficou negativo em R$ 159,1 milhões, ante o dado positivo de R$ 380,0 milhões do 2T25.  Mesmo diante de um corte deliberado de 10,6% na sua capacidade total medida em assentos-quilômetro oferecidos, a receita líquida total atingiu a marca histórica para um segundo trimestre de R$ 4,9787 bilhões, uma leve variação positiva de 0,7% em relação ao ano anterior. 
Do lado da eficiência e dos custos operacionais totais, o custo por assento-quilômetro oferecido subiu 26,0%, alcançando R$ 44,80 centavos. O movimento foi puxado pelo encarecimento do combustível e pela menor diluição das despesas fixas sobre uma base de oferta reduzida. 
A dívida total bruta da aérea caiu R$ 13,0 bilhões no comparativo de doze meses, encerrando junho de 2026 fixada em R$ 21,4159 bilhões. Como consequência, o indicador de alavancagem financeira recuou de 5,2 vezes no 2T25 para 3,0 vezes considerando a liquidez disponível, ou 2,8 vezes ao mensurar a liquidez imediata. 
A companhia fechou o trimestre com uma liquidez imediata de R$ 3,6592 bilhões, montante equivalente a 16,6% da receita acumulada dos últimos doze meses, após ter desembolsado R$ 794,5 milhões em compromissos diferidos de reestruturação.