Azul (AZUL53) aprova emissão de bônus de subscrição e elege Comitê Estratégico
O Conselho aprovou a emissão de três modalidades de bônus de subscrição.
Na última sexta-feira, a Azul (AZUL53) anunciou a saída oficial da recuperação judicial nos Estados Unidos. Nesta segunda, o CEO John Rodgerson reuniu um grupo de jornalistas para comentar os próximos passos da companhia aérea, que está entre as três maiores do país.
Segundo ele, a empresa agora está mais “blindada”, podendo voar em um ambiente mais desafiador. Também desfruta de menor alavancagem e conta com maior previsibilidade de receitas e lucros.
Isso foi possível graças a vários acordos que costurou com investidores nacionais e estrangeiros. Empresas como American Airlines e United Airlines fizeram um aporte de US$ 100 milhões cada uma, em troca de 8% das ações da companhia brasileira.
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Quase um ano atuando dentro do ambiente controlado também foi essencial para que a companhia reduzisse a dívida de US$ 2,5 bilhões que registrava no começo de 2025. Hoje, opera com alavancagem líquida de 2,5 vezes, o que é um patamar considerado tranquilo para o setor aéreo.
"Eu estou super feliz para gerenciar esta empresa agora, desalavancada. A melhor coisa é ser gestor de uma empresa que fez tudo o que teve que fazer para limpar nosso balanço", disse Rodgerson.
Quando questionado sobre uma eventual fusão com a Gol, o CEO descartou a possibilidade, que foi muito comentada no passado. Anteriormente, houve uma tentativa de M&A com a Latam, que também não seguiu.
"A Azul sai do Chapter 11 mais leve, mais saudável e maior do que era em 2025. A companhia cumpriu e superou todas as metas estabelecidas no início da reestruturação. Fizemos tudo o que foi necessário para posicionar a Azul para o melhor futuro possível. Terminamos o processo em menos de nove meses e alcançamos todas as metas”, concluiu ele.
Uma das novidades para este novo momento da Azul é um possível acordo de codeshare com a American Airlines. “Seria parecido com o que temos com a United”, comentou John.
Ainda não há data para que o acordo entre em vigor, mas é uma oportunidade para que a empresa norte-americana amplie o atendimento que possui no Brasil. Isso porque, por meio do acordo, vai conseguir oferecer mais opções de destinos no Brasil a quem tem origem nos Estados Unidos ou outros países onde a companhia opera.
"Eles podiam ter investido em qualquer outra empresa, mas eles decidiram embarcar conosco nisso", disse o executivo. “Elas querem a conectividade que nós temos aqui dentro do Brasil.”
O Conselho aprovou a emissão de três modalidades de bônus de subscrição.
A operação resultou na emissão de 45.477.707.683.9001 novas ações ordinárias.