Trump proíbe Microsoft (MSFT34) de buscar trabalhadores estrangeiros nos EUA

Ordem assinada pelo presidente americano afeta empresas de tecnologia que utilizam o visto H-1B para contratar profissionais de outros países.

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Publicado em 08/10/2026 às 16:11h Publicado em 08/10/2026 às 16:11h por Wesley Santana
Microsoft tem quase US$ 4 bilhoes em valor de mercado (Imagem: Shutterstock)
Microsoft tem quase US$ 4 bilhoes em valor de mercado (Imagem: Shutterstock)

Nesta quinta-feira (8), o presidente Donald Trump assinou uma ordem que proíbe empresas de tecnologia de buscarem talentos estrangeiros para trabalhar nos Estados Unidos. A mudança afeta diretamente marcas como Microsoft (MSFT34), que é conhecida por facilitar a concessão de residência para seus funcionários contratados em outros países.

A decisão engloba o visto H-1B e a Casa Branca alega que as empresas têm se aproveitado para substituir norte-americanos por mão de obra mais barata no exterior. A decisão acontece depois de uma investigação conduzida pela equipe de Trump, liderada pelo vice-presidente.

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“O visto H-1B é como as pessoas entram nos Estados Unidos em primeiro lugar, e então um programa PERM é como esses funcionários ficam”, disse JD Vance. “Não houve nenhuma empresa nos Estados Unidos, infelizmente, que tenha abusado mais do sistema do que a Microsoft.”

Para ele, essas big techs estariam deturpando o verdadeiro objetivo do visto em questão. Em sua análise, o H-1B só deveria ser direcionado a profissionais “hiperespecializados” que não podem ser encontrados dentro dos EUA.

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“A fraude é que eles estão fazendo representações ao se candidatar a este programa que são fundamentalmente ilegítimas e, portanto, em última análise, ilegais”, continuou Vance.

Por meio de nota, a Microsoft declarou que está disponível para oferecer informações que o governo ache necessárias, mas que a maioria de seus trabalhadores são dos EUA. A companhia ainda destacou que 80% dos vistos solicitados no último ano eram para estender ou alterar o status dos contratados.

"A Microsoft só arquiva petições H-1B para aqueles que atendem aos rigorosos padrões desta categoria de visto. Pagamos aos nossos funcionários algumas das maiores compensações do setor de tecnologia, e nossos salários estão entre os mais altos de todos os registros H-1B. Pagamos aos nossos funcionários H-1B da mesma forma que qualquer outro funcionário que faça um trabalho comparável”, diz a empresa fundada por Bill Gates.

Em Nasdaq, as ações da Microsoft reagiram com forte queda depois da proibição, caindo mais de 2% no pregão. Por volta das 15h, os papéis eram negociados a US$ 519, mostram dados da bolsa de valores, apagando os ganhos acumulados ao longo desta semana.