O principal índice da B3 começou a segunda-feira (12) no campo negativo, acompanhando um cenário internacional mais defensivo. O humor dos mercados segue condicionado pelas pressões exercidas pelo presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, sobre o Fed (Federal Reserve).
Ao longo da manhã, o movimento perdeu força e, por volta das 13h, o Ibovespa oscilava próximo da estabilidade, com leve alta de 0,22%, aos 163.405 mil pontos. No mercado de câmbio, o
dólar também mostrava ajuste, com recuo de 0,12%, cotado a R$ 5,36.
Na outra ponta, o
IFIX, principal índice de fundos imobiliários, perdia 0,74%, aos 3.789,18 mil pontos. Já as principais criptomoedas do mercado,
Bitcoin (BTC) e
Ethereum (ETH), operavam em direções opostas com o BTC subindo 1,05% e o ETH perdendo 0,26%, respectivamente. Lá fora, o cenário é misto, com:
O que mexe com o mercado
O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que a possibilidade de uma acusação integra um quadro de “pressão contínua do governo” sobre a autoridade monetária. O mercado também repercute o estabelecimento, por Trump, de um teto de 10% nas taxas de juros de cartões de crédito no país por 1 ano.
As notícias envolvendo os Estados Unidos se somam às tensões geopolíticas no Irã, onde protestos contra o regime ganharam intensidade e têm sido respondidos com
repressão mais dura. No cenário doméstico, os dados do
Boletim Focus, divulgados nesta segunda-feira, trouxeram alívio parcial.
A projeção dos economistas para a inflação medida pelo
IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2026 recuou após a alta registrada na semana anterior. Já a estimativa para a
Selic no mesmo ano permaneceu inalterada em 12,25%, repetindo o patamar das últimas semanas.
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