Selic caindo em 2026 premia 6 FIIs de escritórios, segundo BTG Pactual

Analistas mostram quais são as oportunidades no mercado de lajes corporativas em 2025, em franca recuperação.

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Publicado em 29/01/2026 às 16:29h - Atualizado 13 horas atrás Publicado em 29/01/2026 às 16:29h Atualizado 13 horas atrás por Lucas Simões
FIIs de escritórios pagarão mais dividendos em 2026 (Imagem: Divulgação)
FIIs de escritórios pagarão mais dividendos em 2026 (Imagem: Divulgação)
Quem investe em fundos imobiliários (FIIs) gosta de ver pingando na conta mensalmente dividendos isentos, mas também é possível aproveitar fortes valorizações no patrimônio, caso se saiba aproveitar o ciclo imobiliário. Em 2026, é justamente a hora das cotas dos FIIs de escritórios se apreciarem bastante diante do ciclo de cortes da taxa Selic.
Quem assina embaixo na tendência de mercado são os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira, do BTG Pactual, os quais dedicaram um relatório inteiro só para abordar o novo ciclo favorável ao mercado de lajes corporativas de alto padrão na capital paulista. Olha que já viemos de um ano forte.
"Em 2025, o mercado de escritórios se consolidou como o mais forte em termos de absorção líquida em São Paulo, algo que não se via desde 2005, no segmento de alto padrão, com mais de 238 mil metros quadrados absorvidos ao longo do ano, movimento que levou a taxa de vacância para patamares abaixo de 15% em determinadas regiões, próximos aos níveis pré-pandemia", destaca a dupla de especialistas.
Falando de preço, os escritórios em São Paulo registraram alta de +6% em relação à reta final de 2024, sinalizando uma precificação mais sólida, com algumas locações ultrapassando R$ 300 por metro quadrado. Já no Rio de Janeiro, embora o ritmo de retomada seja bastante gradual, o cenário apresentou melhora na margem, sustentando a manutenção do nível de ocupação nos FIIs de escritórios com ativos na região. 
Mesmo que a valorização das cotas dos fundos imobiliários seja o grande mote neste ano, o BTG Pactual também avalia que haverá crescimento nos dividendos pagos pelos FIIs de lajes corporativas, dado o fortalecimento das reservas de lucros acumulados, combinado ao incremento de receitas e à menor pressão de custos. 

FIIs de escritórios no radar 

Muita gente deve abandonar o barco da renda fixa ao longo de 2026, à medida que a taxa Selic corroer o tão cobiçado 1% ao mês, o que, historicamente, é benéfico para os fundos imobiliários, que acabam atraindo a grana dos investidores e pressionando para cima o preço das cotas.
Segundo os analistas do BTG Pactual, os FIIs de escritórios ainda oferecem neste início de ano um excelente ponto de entrada, já que suas cotas negociam com um desvio padrão abaixo da média histórica de desconto (P/VPA histórico) e com um desvio padrão acima da média histórica do prêmio de risco (o juro real do Tesouro IPCA+). 
"Gostamos dos fundos imobiliários PVBI11, BRCR11 e JSRE11 como nossos favoritos em lajes corporativas, uma vez que possuem uma boa liquidez na bolsa de valores e negociam com os maiores descontos em relação ao valor patrimonial, bem como preços por metro quadrado abaixo das negociações no mercado privado", comentam Marinelli e Oliveira. 
Os especialistas também mantêm recomendação de compra para HGRE11TEPP11 e RCRB11, os quais têm feito um excelente trabalho de comercialização e elevação dos aluguéis nos seus escritórios. 

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