Quem investe em
fundos imobiliários (FIIs) gosta de ver pingando na conta mensalmente
dividendos isentos, mas também é possível aproveitar fortes valorizações no patrimônio, caso se saiba aproveitar o ciclo imobiliário. Em 2026, é justamente a hora das cotas dos
FIIs de escritórios se apreciarem bastante diante do ciclo de cortes da taxa Selic.
Quem assina embaixo na tendência de mercado são os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira, do BTG Pactual, os quais dedicaram um relatório inteiro só para abordar o novo ciclo favorável ao mercado de lajes corporativas de alto padrão na capital paulista. Olha que já viemos de um ano forte.
"Em 2025, o mercado de escritórios se consolidou como o mais forte em termos de absorção líquida em São Paulo, algo que não se via desde 2005, no segmento de alto padrão, com mais de 238 mil metros quadrados absorvidos ao longo do ano, movimento que levou a taxa de vacância para patamares abaixo de 15% em determinadas regiões, próximos aos níveis pré-pandemia", destaca a dupla de especialistas.
Falando de preço, os escritórios em São Paulo registraram alta de +6% em relação à reta final de 2024, sinalizando uma precificação mais sólida, com algumas locações ultrapassando R$ 300 por metro quadrado. Já no Rio de Janeiro, embora o ritmo de retomada seja bastante gradual, o cenário apresentou melhora na margem, sustentando a manutenção do nível de ocupação nos
FIIs de escritórios com ativos na região.
Mesmo que a valorização das cotas dos fundos imobiliários seja o grande mote neste ano, o BTG Pactual também avalia que haverá crescimento nos dividendos pagos pelos
FIIs de lajes corporativas, dado o fortalecimento das reservas de lucros acumulados, combinado ao incremento de receitas e à menor pressão de custos.
FIIs de escritórios no radar
Segundo os analistas do BTG Pactual, os
FIIs de escritórios ainda oferecem neste início de ano um excelente ponto de entrada, já que suas cotas negociam com um desvio padrão abaixo da média histórica de desconto (
P/VPA histórico) e com um desvio padrão acima da média histórica do prêmio de risco (o juro real do
Tesouro IPCA+).
"Gostamos dos fundos imobiliários
PVBI11,
BRCR11 e
JSRE11 como nossos favoritos em lajes corporativas, uma vez que possuem uma boa liquidez na bolsa de valores e negociam com os maiores descontos em relação ao valor patrimonial, bem como preços por metro quadrado abaixo das negociações no mercado privado", comentam Marinelli e Oliveira.
Os especialistas também mantêm recomendação de compra para
HGRE11,
TEPP11 e
RCRB11, os quais têm feito um excelente trabalho de comercialização e elevação dos aluguéis nos seus escritórios.
Indicadores fundamenstalistas
- BTG Pactual Corporate Office (BRCR11) — P/VP de 0,57 — Dividend Yield de 10,33%
- JS Real Estate Multigestão (JSRE11) — P/VP de 0,64 — Dividend Yield de 8,51%
- Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) — P/VP de 0,71 — Dividend Yield de 7,08%
- VBI Prime Properties (PVBI11) — P/VP de 0,76 — Dividend Yield de 7,11%
- Pátria Escritórios (HGRE11) — P/VP de 0,86 — Dividend Yield de 9,92%
- Tellus Properties (TEPP11) — P/VP de 0,88 — Dividend Yield de 11,86%