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Sabesp (SBSP3) conclui a aquisição do controle da
Emae (EMAE4), um negócio que promete reforçar a segurança hídrica na região metropolitana de São Paulo.
Ao todo, a Sabesp comprou 11 milhões de ações ordinárias da Emae. Isto é, o equivalente a 74,9% do capital social votante e do 29,79% do capital total da Emae.
A companhia pagou
R$ 62,00 por ação. É o equivalente aos R$ 59,33 acertados há cerca de três meses com a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, ajustado pelo
CDI.
Derrota para Tanure
A Sabesp anunciou em outubro a intenção de adquirir o controle da Emae. O negócio, no entanto, foi questionado na Justiça pelo fundo Phoenix, do empresário Nelson Tanure.
O fundo havia comprado a Emae em um leilão realizado em 2024, mas não foi envolvido no negócio. A Sabesp conduziu a negociação diretamente com o Vórtx, que passou a deter ações da Emae após o vencimento antecipado de debêntures emitidas pelo Phoenix.
Diante disso, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) entendeu que o fundo não tinha legitimidade para recorrer e
aprovou o negócio na última terça-feira (20). No mesmo dia, a compra foi aprovada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
OPA
Com a aquisição do controle da Emae, a Sabesp fará uma oferta pública para a aquisição das ações ordinárias da companhia que seguem em circulação no mercado.
O pedido de OPA será apresentado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em até 30 dias.
📈 Apesar disso, a Sabesp garantiu que não tem a intenção de cancelar o registro de companhia aberta da Emae dentro do prazo de 1 ano. Ou seja, a companhia seguirá com ações negociadas em bolsa por algum tempo.
A companhia, no entanto, ainda não decidiu sobre uma eventual reorganização societária envolvendo a Emae.
Vale lembrar que, em outubro de 2025, a Sabesp também fechou um acordo para adquirir 66,8% das ações preferenciais da Emae que pertencem à
Eletrobras, a atual
Axia (AXIA3). Com mais esse negócio, a companhia deve passar a deter 70,1% do capital social total da Emae.
O objetivo da Sabesp
A Emae é a Empresa Metropolitana de Água e Eletricidade de São Paulo. Por isso, a Sabesp prevê benefícios em duas frentes complementares a partir dessa aquisição:
- Segurança hídrica: a integração dos sistemas Guarapiranga e Billings permitirá maior flexibilização na gestão de recursos hídricos da Região Metropolitana de São Paulo, ampliando a segurança hídrica do abastecimento e potencializando os usos múltiplos desses mananciais;
- Ativos elétricos: a Emae conta com um portfólio de ativos elétricos com geração de caixa sólida, apoiado por contratos de receita de longo prazo indexados à inflação, o que contribui para estabilidade financeira e geração sustentável de valor.
"Ao unir a segurança hídrica ao potencial energético, a aquisição amplia a sinergia entre os negócios da Companhia e consolida uma base mais robusta para enfrentar os desafios climáticos e de demanda crescente por serviços essenciais", disse a Sabesp, em outubro de 2025.