Resultado das eleições pode mexer com Bolsa, dólar e juros nesta segunda; veja análises

Mercado financeiro ajusta as expectativas após o resultado do primeiro turno da corrida presidencial.

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Publicado em 05/10/2026 às 08:26h Publicado em 05/10/2026 às 08:26h por Wesley Santana
Bolsa de valores do Brasil é a maior da América Latina (Imagem: Shutterstock)
Bolsa de valores do Brasil é a maior da América Latina (Imagem: Shutterstock)

Depois do resultado das eleições, agora os olhos dos investidores estão voltados para a reação do mercado. Ações, dólar, juros e outros indicadores devem abrir com fortes mudanças nesta segunda-feira (5).

O resultado da corrida presidencial foi bem diferente do que se desenhava nas pesquisas eleitorais, e Flávio Bolsonaro (PL) saiu na frente com 47% dos votos válidos ante os 45% conquistados por Lula (PT). A diferença entre os dois candidatos é de pouco mais de 2,2 milhões de votos, a menor da história, conforme dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Com mais apoio do mercado, a liderança do candidato da direita pode fazer com que os índices amanheçam em alta. Isso porque os investidores já haviam precificado uma eventual liderança ou até vitória de Lula no primeiro turno.

“Considerando nossas hipóteses de transferência de votos, seria muito difícil Lula vencer o segundo turno. Esperamos alta forte da bolsa, valorização do real e fechamento dos juros nominais e reais, com o mercado antecipando uma vitória de Flávio. A reação será guiada pela expectativa de maior disciplina fiscal no próximo governo”, afirma Felipe Balassiano, head de multimercados do ASA, em entrevista ao InfoMoney.

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O mercado já vinha fazendo suas apostas projetando novos recordes para a bolsa de valores, independentemente de quem vencesse a corrida eleitoral. Para a XP, por exemplo, o Ibovespa (IBOV) tem um visível caminho para alcançar os 200 mil pontos nos próximos meses.

Mas o mercado também deve reagir ao avanço do bolsonarismo em todo o país, especialmente na Câmara e no Senado. Caso a vitória de Flávio seja confirmada no 2º turno, ele terá mais facilidade para passar seus projetos no Congresso.

Do lado dos investidores estrangeiros, o Goldman Sachs prevê uma valorização do real, com a entrada de mais dólares. Diante disso, o banco norte-americano projeta a divisa norte-americana em R$ 4,50 nos próximos meses.

"O movimento mais visível provavelmente apareceria primeiro na bolsa, com uma alta relevante do Ibovespa e maior sensibilidade das estatais, especialmente Petrobras e Banco do Brasil. Mas, para mim, a mudança mais importante estaria na curva de juros", diz Leonardo Mendes, economista da Manchester Investimentos, ao G1.

IBOV em dólar dispara

O primeiro dado que pode ser analisado é do Ibovespa em dólar, um ETF que é negociado direto na bolsa dos Estados Unidos. O ativo avançou quase 10% depois da consolidação dos resultados, indo parar acima dos US$ 42.

No entanto, o índice permanece bem longe do seu recorde histórico, anotado em 2008, quando chegou a valer quase US$ 100. Apesar disso, com o avanço de hoje, acumula valorização de 18% em 2026, conforme informações de NYSE, onde é negociado.