Renan Santos (Missão) ficou em 4º lugar na disputa presidencial e disse que não vai apoiar nenhum candidato no segundo turno da eleição de 2026.
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"Eu já avisei que não voto em bandido. E não recomendo que ninguém vote em bandido. Flávio é bandido, Lula é bandido", afirmou.
Com isso, Renan liberou os seus eleitores para fazerem "o que quiserem". Ele também disse, porém, que acredita na eleição de Flávio Bolsonaro.
"Não faz diferença nenhuma. Façam o que vocês quiserem. A eleição já é do Flávio Bolsonaro", afirmou.
"Muito ruim"
Em uma live realizada na noite deste domingo (4), Renan Santos classificou como "muito ruim" o resultado do primeiro turno das eleições de 2026.
Ele explicou que, além de não ter obtido o desempenho esperado na disputa presidencial, o Missão elegeu um número muito pequeno de deputados. Por isso, não deve conseguir ultrapassar a cláusula de barreira.
Renan recebeu pouco mais de 2% dos votos válidos para presidente. Já o Missão só deve eleger um deputado federal e um deputado estadual em 2026.
Ainda assim, o candidato do Missão agradeceu o apoio dos eleitores nas redes sociais. Confira:
Cláusula de barreira
A cláusula de barreira funciona como um desempenho mínimo esperado dos partidos políticos no Brasil. Por isso, é usada para definir o acesso das siglas ao fundo eleitoral e à propaganda partidária no rádio e na televisão.
Nesta eleição, o partido ou federação precisa alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal ou eleger ao menos 13 deputados federais em nove estados para ultrapassar a cláusula de barreira.
Como não alcançou esse patamar, o Missão deve continuar sem tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e receber uma fatia limitada de recursos do fundo eleitoral.
Diante disso, Renan Santos disse que o resultado das eleições foi "muito ruim" para o projeto que o Missão desenhava para o Brasil.
O partido foi criado em 2025, com o objetivo de "representar uma nova geração de brasileiros que sofre há décadas nas mãos do cartel partidário".
"O Brasil precisa de um espaço onde seja possível fazer política com transparência, sem conchavos e sem depender dos velhos caciques que controlam nosso sistema", afirma Renan, no site do Missão.