Qual frigorífico será mais afetado pelas tarifas de Trump?

A BRF (BRFS3) é considerada relativamente a empresa mais protegida.

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Publicado em 03/04/2025 às 10:31h - Atualizado 16 horas atrás Publicado em 03/04/2025 às 10:31h Atualizado 16 horas atrás por Elanny Vlaxio
As tarifas foram confirmadas por Trump na última quarta-feira (2) (Imagem: Shutterstock)

🥩 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou na última quarta-feira (2) tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos. Segundo ele, para estimular a indústria americana. Diante disso, o Goldman Sachs listou as ações de frigoríficos que podem ser mais afetadas pela decisão.

Na análise do banco, a BRF (BRFS3) é considerada relativamente a empresa mais protegida, enquanto a JBS (JBSS3) pode enfrentar uma pressão moderada a curto prazo, visto que um cenário com a economia interna protegida poderia direcionar volumes adicionais para o mercado local, afetando as margens dos EUA.

Já a Minerva (BEEF3) pode enfrentar um impacto mais expressivo nos lucros no curto prazo, visto que 15% de suas vendas são para os EUA. Porém, o Goldman ressalta que a empresa tem a capacidade de ajustar seu portfólio e exportar produtos do Uruguai e da Argentina, que possuem acordos comerciais específicos.

Fora da linha de frigoríficos, o analista da TC Investimentos, Fernando Marx, acredita que companhias como SOJA3, TTEN3, SLCE3, podem ser beneficiadas por uma maior valorização das ações, devido a possíveis revisões altistas nos lucros. "Como o lucro sobe, os dividendos esperados também tendem a crescer — o que reforça o potencial dessas ações tanto para valorização quanto para retorno via proventos".

Cenário hipotético

💸 Segundo o Goldman, caso os EUA de Trump adotem uma tarifa única sobre todas as importações, outros países poderiam retaliar com tarifas proporcionais sobre os produtos americanos, desencadeando uma guerra comercial.

“Esse cenário poderia trazer riscos específicos para a JBS, já que 8% de suas vendas vêm de exportações dos EUA. Por outro lado, acreditamos que isso poderia criar novas oportunidades comerciais para a Minerva preencher essas lacunas potenciais, pois a empresa tem se consolidado como um fornecedor líder e de baixo custo para os principais mercados globais de carne bovina”, diz o banco em relatório.

Adicionalmente, 25% da carne suína e 16% do frango produzidos nos EUA são destinados à exportação. A imposição de tarifas adicionais sobre essas exportações poderia direcionar parte desse volume para o mercado interno, modificando o equilíbrio entre oferta e demanda.

🔎 “A JBS, mais uma vez, seria o nome mais impactado em nossa cobertura, já que 7% e 13% de sua composição de vendas vêm das vendas domésticas de carne suína e de frango, respectivamente, nos EUA”, diz o documento.