Pressão do combustível deve atrasar recuperação da Azul (AZUL3)

No segundo trimestre, a empresa havia reduzido sua capacidade em mais de 10% na comparação anual.

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Publicado em 20/10/2026 às 08:44h Publicado em 20/10/2026 às 08:44h por Elanny Vlaxio
A retomada pode demorar um ano ou mais (Imagem: Shutterstock)
A retomada pode demorar um ano ou mais (Imagem: Shutterstock)
A Azul (AZUL3) prevê uma recuperação financeira mais lenta diante da pressão dos preços do combustível de aviação, que continua comprimindo as margens da companhia mesmo após a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, concluída no início de 2026. 
Segundo o diretor financeiro da empresa, Antonio Carlos Garcia, a retomada pode demorar um ano ou mais além do previsto caso os custos com combustível permaneçam elevados.
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“Vemos uma recuperação em um estágio mais tardio do que antes”, afirmou Garcia à Reuters na segunda-feira (19), durante uma conferência organizada pela Associação de Transporte Aéreo da América Latina e do Caribe.
A pressão sobre as despesas reforça a estratégia conservadora adotada pela companhia aérea. A Azul espera encerrar 2026 com uma capacidade operacional cerca de 5% inferior à registrada em 2025, seguindo um planejamento que já existia antes da alta mais recente dos combustíveis.
No segundo trimestre, a empresa havia reduzido sua capacidade em mais de 10% na comparação anual. Para o quarto trimestre, a expectativa é retomar um crescimento moderado, com a reativação de determinadas rotas e aeronaves que estavam fora de operação, sem acelerar de forma agressiva a expansão.
A decisão busca equilibrar a oferta de voos com a rentabilidade, em um cenário no qual os custos continuam pressionando os resultados financeiros. Para amenizar os efeitos do encarecimento do combustível, a Azul tem repassado parte das despesas adicionais aos passageiros por meio de ajustes nas tarifas. 
De acordo com Garcia, a companhia conseguiu transferir aos clientes entre 60% e 65% do aumento dos custos com combustível. Mesmo com essa estratégia, a pressão sobre as margens permanece como um desafio para a recuperação da empresa.
A geração de caixa também está próxima de atingir um patamar operacional positivo, mas segue limitada pelos pagamentos relacionados à reestruturação financeira.
Além das passagens aéreas, a Azul vem recorrendo a outras fontes de receita para fortalecer seus resultados. Entre as frentes estão o programa de fidelidade, o transporte de cargas, os serviços de viagem e as atividades de manutenção.