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Petrobras (PETR4) planeja ampliar a exploração de petróleo e gás natural na Bacia do Solimões, no Amazonas, com a perfuração de 22 novos poços a partir de 2026. A iniciativa tem como objetivo compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia na região.
De acordo com o gerente-geral da base de produção e exploração da Petrobras em Urucu (AM), Hilter Bandeira, 20 poços estão previstos para serem perfurados entre janeiro de 2026 e 2030 em áreas já conhecidas, enquanto outros dois poderão abrir novas frentes exploratórias.
“Aprovamos esses 22 poços. A partir deles, vamos ter ideia de novos projetos e de trazer novos investimentos”, disse à CNN Brasil. “Todos os poços têm uma curva de declínio. Você chega no auge e começa a reduzir aos poucos. Temos alguns mecanismos para manter a produção, mas é preciso sempre estar perfurando para garantir o fornecimento de gás para Manaus”, acrescentou Bandeira.
🛢️ Ainda assim, a Petrobras destaca que os resultados das novas perfurações são incertos, uma vez que a viabilidade técnica e comercial de cada poço só poderá ser confirmada após a conclusão dos trabalhos. Atualmente, a base de Urucu, localizada a cerca de 650 quilômetros de Manaus, conta com aproximadamente 100 poços, dos quais 75 estão em operação.
A produção local soma cerca de 105 mil barris de óleo equivalente por dia, o que representa 3,5% do consumo diário nacional. Além disso, são extraídos diariamente 13,5 milhões de metros cúbicos de gás natural, responsáveis por aproximadamente 65% da geração de energia elétrica de Manaus.
Vale citar que a informação chega no mesmo dia em que a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) informou que realizará uma vistoria remota, entre 9 e 13 de fevereiro, da sonda da perfuração usada pela Petrobras para realizar pesquisas na Bacia da Foz do Amazonas.
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suspensão determinada pela ANP no início de janeiro impactou diretamente a sonda ODN II (NS-42), que atuava no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros do litoral do Amapá. O episódio envolveu um vazamento que, em um primeiro momento, foi informado como sendo de 15 metros cúbicos de fluido.
No entanto, documentos obtidos pela Reuters indicaram que o volume liberado ultrapassou 18 metros cúbicos. A Petrobras, por outro lado, afirmou que o fluido utilizado é biodegradável e que o vazamento foi rapidamente controlado nas linhas auxiliares que ligam a sonda ao poço.