O texto, que abre o relatório anual divulgado neste sábado (28), reforça o compromisso com conservadorismo financeiro, disciplina de capital e visão de longo prazo.
Buffett deixou o cargo de presidente-executivo no início de 2026, aos 95 anos, mas permanece como chairman do conselho. Abel, de 63 anos, destacou que a Berkshire continuará operando com um “balanço em formato de fortaleza”, utilizando dívida de forma “parca e prudente” e mantendo elevados níveis de liquidez para atravessar períodos adversos e aproveitar oportunidades de investimento.
A empresa encerrou 2025 com US$ 373,3 bilhões em caixa. Abel descreveu o montante como “pólvora seca” estratégica, rejeitando a interpretação de que o volume represente aversão a risco. Segundo ele, a elevada liquidez é parte central do modelo da companhia.
Política de capital e dividendos
O novo CEO reiterou que a Berkshire não pretende pagar
dividendos enquanto entender que cada
dólar reinvestido pode gerar mais de um dólar em valor de mercado para o acionista.
O conselho revisa essa diretriz anualmente, mas a preferência segue sendo a alocação interna de capital, seja por meio de aquisições, recompra de ações ou ampliação de participações estratégicas.
Abel também confirmou que supervisionará diretamente a carteira de ações da companhia, sinalizando continuidade na estratégia de investimentos.
Carteira concentrada e foco no longo prazo
A rotatividade tende a permanecer baixa, embora Abel tenha indicado que posições podem ser ajustadas de forma relevante caso as perspectivas de longo prazo mudem.
Ele reforçou ainda pilares históricos da empresa, como a gestão descentralizada das subsidiárias e a ênfase em reputação e integridade.
📊 Ao encerrar a carta, Abel afirmou encarar o comando da Berkshire como um compromisso de longo prazo. Disse não esperar permanecer no cargo por 60 anos, mas expressou a expectativa de que, em duas décadas, os acionistas, ou seus "herdeiros", vejam uma empresa ainda mais forte do que a deixada por Buffett.