MP denuncia Jair Renan por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e falsificação de documento

O filho 04 do ex-presidente Bolsonaro supostamente apresentou declarações falsas de faturamento de sua empresa.

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Publicado em 20/03/2024 às 20:20h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h Publicado em 20/03/2024 às 20:20h Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h por Jennifer Neves
Foto - Reprodução internet/ Crédito: Alan Santos/PR
Foto - Reprodução internet/ Crédito: Alan Santos/PR

🚫 O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios) apresentou acusações contra Jair Renan Bolsonaro, filho 04 do ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvendo os crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e falsificação e uso de documentos falsos.

As acusações giram em torno do uso de informações falsas da empresa de Jair Renan, Bolsonaro Jr. Eventos e Mídia, para obter um empréstimo bancário não reembolsado, conforme apurou o jornal O Globo, nesta quarta-feira (20).

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"Não há dúvidas de que as duas declarações de faturamento apresentadas ao banco são falsas, por diversos aspectos, tanto material, em razão das falsas assinaturas do Técnico em Contabilidade [...], que foi reinquirido e negou veementemente ter feito as rubricas, quanto ideológico, na medida em que o representante legal da empresa RB Eventos e Mídia fez inserir nos documentos particulares informações inverídicas consistentes nos falaciosos faturamentos anuais", afirmam os investigadores.

O MPDFT não forneceu detalhes adicionais devido ao sigilo do caso, mas confirmou que Jair Renan foi indiciado pela Polícia Civil do DF em fevereiro, relacionado a ambos os crimes.

A investigação teve início em agosto de 2023, quando a Polícia Civil apreendeu pertences pessoais e um telefone celular de Jair Renan durante a Operação Nexum, que investigava crimes de estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

De acordo com o inquérito policial, as declarações de faturamento da empresa de Jair Renan e de seu sócio, Maciel Alves, foram consideradas suspeitas, por serem usadas para obter empréstimos bancários. O relatório final da investigação concluiu que essas declarações eram falsas.

Jair Renan negou as acusações em seu depoimento, alegando não reconhecer suas assinaturas nos balanços de faturamento e negou ter solicitado empréstimos. No entanto, evidências como um parecer técnico, testemunhas e registros de atividades bancárias contradizem as alegações.