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Motiva (MOTV3), antes denominada CCR, teve lucro líquido ajustado de R$ 606 milhões no quarto trimestre do ano passado (
4T25), salto de +68,3% em relação ao saldo de R$ 360 milhões um ano antes. No acumulado de 2025, a empresa lucrou R$ 2,22 bilhões, incremento de +25% ante o montante de R$ 1,78 bilhão em 2024.
Os resultados divulgados nesta segunda-feira (9) também apontam que a empresa atingiu um Capex de R$ 8,5 bilhões no ano, o maior investimento do setor de infraestrutura de mobilidade no país e o maior volume já registrado na história da Motiva.
Já o Ebitda ajustado consolidado (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) foi de R$ 2,52 bilhões no 4T25, melhora de +25,2% na comparação anual, ao passo que o indicador em 2025 apurou R$ 9,52 bilhões, avanço de +15% ante 2024.
A receita líquida da empresa foi de R$ 4,04 bilhões no 4T25 e de R$ 15,2 bilhões no ano, expandindo +6,8% e +5,2%, respectivamente, nas comparações anuais. Já os indicadores fundamentalistas
ROE e
ROIC bateram taxas de 20,1% e 10,5%, respectivamente, bem acima das taxas anteriores de 8,9% e 5,9%.
"Os resultados do período evidenciam um crescimento robusto, impulsionado pela maior eficiência operacional, pela otimização do portfólio e pelo desempenho consistente das nossas plataformas", destaca a mensagem do CEO da
MOTV3, Miguel Setas, no relatório.
Em novembro passado, a companhia anunciou a venda de seus aeroportos por R$ 11,5 bilhões, a um múltiplo de 8,8x EV/Ebitda, acima do múltiplo da própria Motiva. Tamanha transação destrava valor e reforça a estratégia de simplificação do portfólio definida até 2035.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Motiva (MOTV3) há dez anos, hoje você teria R$ 1.910,60, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 4.612,60 nas mesmas condições.