📈 O Itaú BBA mantém uma visão positiva para o
Ibovespa. Em relatório, o banco reiterou a recomendação overweight, equivalente à compra, e estabeleceu projeção de 185 mil pontos para o índice ao fim de 2026, o que indica um potencial de alta próximo de 15% em relação aos patamares atuais.
Segundo a análise da equipe, a atratividade do mercado brasileiro é reforçada pelos níveis de valuation. O Ibovespa negocia a um múltiplo de 9,3 vezes P/L (preço sobre lucro), abaixo da média histórica de 10,4 vezes e também inferior ao observado em outros mercados emergentes. Além disso, os estrategistas apontam um cenário de resultados corporativos levemente positivo.
Apesar da leitura, o banco destaca que os riscos seguem no radar. O quadro fiscal e o déficit em conta corrente são apontados como os principais fatores de atenção para o desempenho da bolsa nos próximos 12 meses. Ainda assim, o Itaú BBA avalia que o início do ciclo de flexibilização monetária tende a ser o principal gatilho para o mercado ao longo de 2026.
💸 De acordo com os cálculos da equipe, historicamente as ações brasileiras registram, em média, uma valorização de 17,5% nos seis meses que sucedem o primeiro corte de juros. O banco projeta que o Banco Central reduza a
taxa Selic em 225 pontos-base ao longo do ano, levando o juro básico dos atuais 15% ao ano para 12,75% em dezembro.
No ambiente internacional, também há expectativa de alívio nas condições financeiras. O Itaú estima que o Federal Reserve promova dois cortes de juros em 2026, diante da possibilidade de uma postura mais tolerante à inflação sob a nova liderança da autoridade monetária dos Estados Unidos. Atualmente, a taxa se encontra na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Veja as ações recomendadas
Na carteira de ações preferidas, o banco aposta em uma combinação de defensivos, cíclicos de qualidade e nomes ligados a commodities.