O avanço dos preços perdeu força em abril, mas a inflação segue pressionando o bolso dos brasileiros. O
IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice considerado a inflação oficial do país, subiu 0,67% no mês, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Apesar da desaceleração em relação a março, quando o indicador havia avançado 0,88%, o acumulado em 12 meses voltou a ganhar força e chegou a 4,39%, acima dos 4,14% registrados até março. Em abril de 2025, a variação mensal havia sido de 0,43%.
Entre os grupos que mais pressionaram a inflação, Alimentação e bebidas liderou tanto em alta quanto em impacto no índice. O segmento avançou 1,34% no mês e respondeu sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA. Logo atrás apareceu Saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,16% e contribuição de 0,16 ponto percentual.
Veja o resultado dos grupos do IPCA:
- Alimentação e bebida: 1,34%;
- Habitação: 0,63%;
- Artigos de residência: 0,65%;
- Vestuário: 0,52%;
- Transportes: 0,06%;
- Saúde e cuidados pessoais: 1,16%;
- Despesas pessoais: 0,35%;
- Educação: 0,06%;
- Comunicação: 0,57%.
O que muda no bolso do consumidor?
Mesmo com a desaceleração do índice mensal, a inflação continua afetando diretamente o dia a dia das famílias. Isso acontece porque o aumento dos preços reduz o poder de compra já que com o mesmo valor em dinheiro, o consumidor passa a comprar menos produtos e serviços do que antes.
Além disso, a alta do IPCA também impacta o custo de vida e a renda familiar. Com preços mais elevados, despesas básicas como alimentação, transporte, saúde e moradia ficam mais pesadas no orçamento. Na prática, as famílias precisam gastar mais para manter o mesmo padrão de consumo, especialmente em um cenário em que os salários nem sempre acompanham o ritmo da inflação.