Inter vê desconto na bolsa e projeta Ibovespa a 240 mil pontos

Banco digital avalia que o índice pode subir até 20%, apoiado pela redução do desconto em relação ao histórico de negociação.

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Publicado em 17/10/2026 às 07:00h Publicado em 17/10/2026 às 07:00h por Wesley Santana
Bolsa de valores brasileira é a maior da América Latina (Imagem: Shutterstock)
Bolsa de valores brasileira é a maior da América Latina (Imagem: Shutterstock)

Mesmo com a recente alta do Ibovespa (IBOV), o Inter ainda projeta uma avenida de crescimento para a bolsa de valores. Em relatório publicado nesta sexta-feira (16), o banco digital afirmou que o índice pode alcançar o patamar de 240 mil pontos.

Segundo os analistas, portanto, o IBOV pode entregar uma valorização de até 20% aos investidores. Diante disso, entendem que não é hora de vender, mas sim comprar ações de empresas listadas na B3.

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E isso não parece ser uma estimativa otimista, mas parte justamente do histórico da própria bolsa. Acostumada a negociar perto de 11 vezes o lucro projetado, hoje esse índice está em 10 vezes.

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"Hoje, negociando perto de 10 vezes, a bolsa brasileira está abaixo do seu histórico e muito abaixo do que pares emergentes costumam carregar. Não precisa de um cenário heroico para enxergar espaço: basta que parte desse desconto estrutural diminua", escreve Rafael Winalda, analista da instituição.

Só neste ano, o IBOV já acumula valorização de quase 30%, conforme aponta a bolsa. Atualmente, o indicador flerta com os 205 mil pontos, valor que pode ser atingido pela primeira vez na história.

Há pouco mais de dois meses, o Inter já havia dado uma expectativa bastante positiva para o IBOV. Naquela ocasião, o relatório previa os 193 mil pontos, valor que já ficou para trás há algumas semanas.

“Não precisamos contar com cenários mágicos ou lucros astronômicos; basta que as empresas entreguem o que é esperado no meio-termo para que a bolsa destrave um valor considerável e caminhe para o nosso alvo”, escreveu Winalda.

UBS segue na mesma linha

Outro banco que se posicionou no mesmo sentido foi o suíço UBS BB, que projeta uma alta de até 25% no Ibovespa. Neste caso, porém, a análise está condicionada aos resultados das eleições e à adoção de um programa fiscal mais robusto pelo próximo governo.

“Uma consolidação fiscal crível poderia reduzir o prêmio de risco estrutural do Brasil, permitir que o atual ciclo de flexibilização monetária se prolongasse e criar condições mais favoráveis para um crescimento econômico sustentável”, destaca o relatório.