Indicado ao Fed, Kevin Warsh promete independência em sabatina no Senado

Nome de Trump defende autonomia do banco central e nega pressão por juros.

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Publicado em 21/04/2026 às 14:09h Publicado em 21/04/2026 às 14:09h por Wesley Santana
Indicado ainda deve passar por análise do plenário do Senado  (Imagem: Ansa Brasil)
Indicado ainda deve passar por análise do plenário do Senado (Imagem: Ansa Brasil)

Nesta terça-feira (21), Kevin Warsh passa por sabatina no Senado dos Estados Unidos para ocupar a vaga de presidente do Banco Central, o Fed. Ele foi indicado por Donald Trump para substituir Jerome Powell, que termina seu mandato no próximo dia 15 de maio.

Durante a sabatina, Warsh foi questionado sobre vários assuntos, inclusive sobre sua relação com Trump, que, desde que assumiu o cargo, faz pedidos públicos para a redução da taxa básica de juros. Kevin defendeu a independência do Fed e disse que o líder da Casa Branca nunca fez pedidos sobre os juros.

"A independência da política monetária é essencial", disse Warsh ao Comitê Bancário do Senado. "Estou comprometido em garantir que a condução da política monetária permaneça estritamente independente”, completou.

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"O presidente nunca me pediu para predeterminar, fixar ou decidir qualquer decisão sobre taxa de juros, nem eu jamais faria isso", respondeu Warsh ao ser questionado por uma senadora democrata. "Ouvi a opinião dele sobre as taxas de juros — soava muito parecida com a de todos os outros presidentes da história econômica que estudei”.

Após a sabatina, o nome de Kevin será votado pelo plenário do Senado, mas ainda não há data para que isso aconteça. Só depois desse trâmite, e se for aprovado, ele será conduzido ao cargo mais alto da política monetária mundial.

O eventual presidente ainda se mostrou contrário ao atual formato de comunicação do Fed, que prevê uma coletiva de imprensa sempre após uma decisão da entidade. Perguntado sobre o assunto, ele disse que defende uma mudança no regime, o que incluiria esse formato.

"No momento, coletivas de imprensa são realizadas periodicamente. Se você me perguntar minha opinião pessoal real agora, presidentes do Fed e outros banqueiros centrais ao redor do FOMC falam com bastante frequência. Não falta transparência", disse ele. "Mas eu diria o seguinte: acho que buscar a verdade é mais importante do que repetir."