💰 O iFood Benefícios assinou acordo para comprar a Caju, startup de tecnologia voltada a benefícios, despesas e gestão de pessoas.
A operação reúne duas empresas que, desde 2020, vêm puxando a modernização de um setor que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano no Brasil, com mais de 22 milhões de trabalhadores atendidos em aproximadamente 470 mil empresas.
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O acordo foi comunicado ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) na segunda-feira (19). Depois da análise do órgão, a compra ainda precisa passar pelo crivo do Banco Central. Até lá, as duas companhias continuam operando de forma independente.
Setor de vales tinha taxas altas e pouca inovação
Até pouco tempo atrás, o mercado de vale-refeição e vale-alimentação era marcado por custos elevados para os estabelecimentos, baixo ritmo de inovação e barreiras para a entrada de novos concorrentes.
Restaurantes e supermercados enfrentavam taxas pesadas para operar com o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), enquanto os trabalhadores conviviam com produtos defasados e uma alimentação mais cara.
Segundo as empresas, o movimento iniciado por iFood Benefícios e Caju ajudou a mudar esse cenário e contribuiu para mudanças regulatórias relevantes.
Entre elas estão o limite de 3,6% para as taxas cobradas dos estabelecimentos e a abertura dos arranjos de pagamento. Agora, a união das duas promete acelerar ainda mais a transformação do setor.
Redução de custo chega ao prato do trabalhador
O CEO do iFood Benefícios, Arthur Freitas, explicou a lógica do modelo. "Repensamos a cadeia de valor do benefício, e os pontos de partida foram o restaurante e o trabalhador. Quando o custo da transação cai, o estabelecimento opera com mais margem e pode repassar esse ganho em alimentação mais barata", afirmou.
A compra junta forças que se complementam. O iFood Benefícios chega com uma rede de 11 milhões de estabelecimentos físicos que aceitam o cartão, além da conexão com o ecossistema da plataforma, que reúne mais de 500 mil estabelecimentos parceiros, 600 mil entregadores e 65 milhões de consumidores em mais de 2 mil cidades.
A Caju, por sua vez, traz mais de 70 mil empresas clientes e um cartão aceito em mais de 12 milhões de estabelecimentos. A combinação amplia o alcance das duas operações e cria uma base maior tanto de empresas contratantes quanto de pontos de venda.
O que muda para empresas, trabalhadores e restaurantes
Para as áreas de RH, a promessa é de uma plataforma única que reúna benefícios, despesas e gestão de pessoas.
Para os trabalhadores, a expectativa é manter vantagens já oferecidas pelo iFood, como o saldo que rende até 40% a mais no aplicativo, os descontos do Clube iFood e o acesso ao Comer Fora. Já para os restaurantes, a perspectiva é atender uma base maior de clientes com taxas mais baixas.
🛵 O CEO e cofundador da Caju, Eduardo Del Giglio, afirmou que a união busca oferecer o melhor ecossistema para as equipes de RH e o melhor produto para o colaborador. "Juntar forças com o iFood Benefícios é a chance de acelerar o que já fazemos", declarou.