Ibovespa tenta segurar 193 mil pontos enquanto dólar cai a R$ 4,95

CVC lidera perdas enquanto Weg e Sabesp limitam queda da bolsa brasileira.

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Publicado em 23/04/2026 às 12:24h Publicado em 23/04/2026 às 12:24h por Wesley Santana
Dólar voltou ao menor patamar em mais de dois anos (Imagem: Shutterstuck)
Dólar voltou ao menor patamar em mais de dois anos (Imagem: Shutterstuck)

Na última quarta-feira (22), o Ibovespa (IBOV) registrou forte recuo em um movimento de correção por causa do feriado. O principal indicador da bolsa de valores perdeu suas marcas recordes e voltou a ser negociado abaixo dos 193 mil pontos, conforme destacou dados da B3.

Nesta quinta (23), o movimento parece ser de contenção de problemas, na tentativa de não perder ainda mais espaço. Por volta das 12h, o índice operava aos 192,7 mil pontos, com uma queda tímida de 0,1%, ainda segundo a administradora da bolsa brasileira.

A principal pressão para o IBOV neste pregão vem da CVC (CVCB3), que cai quase 5%, negociando seus papéis em R$ 2. Não há um motivo claro para a performance negativa da companhia, mas isso acontece em um momento em que as passagens aéreas estão passando por forte pressão em decorrência do preço do petróleo.

Outra ação que influencia o índice é o Pão de Açúcar (PCAR3), que cai 4,6%, ainda sentindo os impactos de uma decisão da Justiça que impede que o grupo francês Casino se desfaça das ações que mantém. Os papéis da LWSA (LWSA3) aparecem na terceira posição, com queda de 3,6%, operando na faixa de R$ 4.

Já na outra ponta, quem blinda o indicador de uma queda mais acentuada é a Weg (WEGE3), que avança 2,7% no dia, tentando encostar nos R$ 49. A empresa deve eleger nesta quinta novos membros para o Conselho de Administração.

A Sabesp (SBSP3) também aparece entre as primeiras colocadas do grupo em azul, depois de receber uma elevação no preço-alvo do JPMorgan, que agora projeta as ações em R$ 200. O pódio de altas fica completo com a Engie (EGIE3), que cresce 1,7% no dia e pode registrar sua maior cotação da história ainda hoje.

Mercado internacional

O mercado de câmbio vai por um lado alternativo e continua beneficiando o real brasileiro, conforme mostram dados do Banco Central. O dólar dos Estados Unidos, por exemplo, perdeu cerca de 0,4% desde a noite de ontem e é negociado aos R$ 4,954.

O mesmo acontece com o euro, que recua no mesmo patamar e é comprado ou vendido aos R$ 5,80 pela primeira vez em vários meses. Já o Bitcoin (BTC) perde cerca de 1,5% e voltou aos R$ 386 mil.

No mercado acionário, as bolsas dos EUA operam de forma mista, mas sem muitas mudanças em relação à véspera. S&P 500 sobe 0,1%, NYSE avança 0,05% e Nasdaq recua 0,1%.

Petróleo volta a ultrapassar os US$ 100

Nesta quinta, o preço do petróleo voltou a preocupar as empresas e governos ao redor do mundo. O barril do tipo Brent chega a ser negociado em US$ 102, valor que havia ficado para trás na semana passada.

A pressão ocorre por causa das disputas pelo Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial. Mesmo com a negociação de um acordo de cessar-fogo, os EUA continuam fazendo um bloqueio naval na região, enquanto o Irã só permite que alguns navios circulem pela via marítima.

A situação tem preocupado diversos países, que já falam em um eventual racionamento de combustível caso a guerra continue. Nesta semana, a companhia aérea alemã Lufthansa anunciou o cancelamento de ao menos 20 mil voos programados para os próximos meses, como forma de garantir que as rotas mais importantes sejam mantidas.