Ibovespa supera 190 mil pontos e embala 11º recorde de 2026; SUZB3 sobe 13%

O principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia com alta de 2,03%, aos 189.699 pontos, o maior fechamento da história.

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Publicado em 11/02/2026 às 18:47h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 11/02/2026 às 18:47h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
O dólar comercial recuou 0,18%, encerrando a R$ 5,18 (Imagem: Shutterstock)
O dólar comercial recuou 0,18%, encerrando a R$ 5,18 (Imagem: Shutterstock)
🚀 O Ibovespa (IBOV) alcançou um marco simbólico e técnico nesta sessão ao ultrapassar, pela primeira vez, a marca dos 190 mil pontos. 
O principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia com alta de 2,03%, aos 189.699 pontos, o maior fechamento da história.
Durante o pregão, foi ainda mais longe e atingiu 190.561,18 pontos na máxima intradia, consolidando o 11º recorde histórico apenas em 2026, em um universo de 29 pregões realizados até aqui. O avanço representa um ganho de 3.769,79 pontos em um único dia e reforça a força do fluxo comprador.
O real acompanhou o bom humor. O dólar comercial recuou 0,18%, encerrando a R$ 5,187. No mercado de juros, os DIs fecharam de forma mista, refletindo ajustes pontuais após os dados econômicos do dia.

Payroll forte anima os mercados

O principal gatilho externo foi o relatório de emprego dos Estados Unidos. O payroll de janeiro veio mais robusto do que o esperado, indicando que o mercado de trabalho americano segue resiliente.
O dado reforça a leitura de que a economia dos EUA mantém tração, reduzindo temores de desaceleração abrupta. Ainda que um mercado de trabalho forte possa adiar cortes de juros pelo Federal Reserve, o investidor interpretou o número como sinal de estabilidade macroeconômica.
No Brasil, houve um ruído pontual com a inflação ao produtor, que subiu em dezembro após dez meses consecutivos de queda. Ainda assim, 2025 terminou com deflação acumulada de 4,53%, mantendo o pano de fundo benigno.

Política no radar e dólar em queda

No cenário doméstico, nova pesquisa eleitoral mostrou redução da distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno em 2026.
Embora Lula ainda lidere, o mercado observa qualquer mudança de tendência nas intenções de voto.
Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que será necessário avaliar se a tendência recente de desvalorização do dólar terá continuidade, em meio a um ambiente global ainda volátil.

Bancos e commodities puxam a alta

O rali teve forte participação dos grandes bancos. Com a temporada de resultados do 4T25 em andamento, Bradesco (BBDC4) subiu 2,96%, Itaú (ITUB4) avançou 1,96% e Santander (SANB11) ganhou 1,48%. Banco do Brasil (BBAS3) também fechou no positivo.
O setor de papel e celulose liderou os ganhos do dia, impulsionado por balanços. Suzano (SUZB3) disparou 13,32%, enquanto Klabin avançou 6,00%.
Entre as blue chips, Petrobras (PETR4) subiu 1,95%, apoiada pela valorização do petróleo no mercado internacional e por dados operacionais recentes. Já Vale (VALE3) avançou 3,49%, em meio a avaliações mais construtivas de analistas para 2026.
A TIM (TIMS3) também chamou atenção, com alta de 7,85%, após superar estimativas do mercado em seu resultado trimestral.

Rumo aos 200 mil?

O Ibovespa levou apenas 13 sessões para sair da faixa dos 180 mil e romper os 190 mil pontos, um movimento acelerado, sustentado por fluxo estrangeiro, temporada de balanços e melhora na percepção de risco.
Com dados de serviços no Brasil previstos para os próximos dias, que podem reforçar expectativas de corte de juros, o mercado começa a flertar com uma pergunta inevitável: o índice pode alcançar os 200 mil pontos ainda neste início de ano?
📈 Se o ritmo continuar, o recorde recém-batido pode ser apenas mais uma etapa de um rali que, por enquanto, não dá sinais claros de esgotamento.