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📊 O Ibovespa, principal termômetro da Bolsa brasileira, está prestes a passar por mais uma reestruturação, e as movimentações previstas já começam a mexer com o mercado.
A nova carteira teórica do índice entra em vigor em 6 de maio e será precedida por três prévias — marcadas para os dias 1º, 16 e 30 de abril — que darão o tom das mudanças.
Especialistas de grandes casas, como XP, Genial Investimentos, BTG Pactual e BofA (Bank of America), já antecipam os prováveis entrantes e excluídos, com base em critérios objetivos como volume de negociação, presença em pregões e liquidez.
Entre os nomes que despontam como fortes candidatos à inclusão estão Smart Fit (SMFT3) e Direcional (DIRR3).
Caso a entrada da Direcional se confirme, analistas do BofA estimam que o papel terá um peso inicial de 0,2% na carteira e deve movimentar o equivalente a um dia inteiro de negociação, refletindo o ajuste feito pelos fundos passivos que replicam o índice.
Essas mudanças não acontecem por acaso: os critérios da B3 são objetivos e visam manter o índice representativo das ações com maior liquidez e relevância no mercado brasileiro.
A Direcional, por exemplo, vem registrando desempenho e liquidez consistentes nos últimos meses, o que fortalece sua candidatura.
Por outro lado, papéis como Locaweb (LWSA3), Automob (AMOB3) e São Martinho (SMTO3) aparecem entre os prováveis excluídos, ainda que alguns analistas, como os da Genial, mantenham São Martinho sob observação, aguardando confirmação nas prévias.
Essas possíveis saídas se dão, em geral, por perda de liquidez, redução no número de negociações ou mudanças nos fundamentos das empresas que impactam seu desempenho em Bolsa.
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O Índice Small Caps (SMLL) também deverá passar por uma transformação significativa.
Segundo previsões da XP e do BTG, ao menos 11 ativos devem entrar e 10 sair. Entre os nomes cotados para entrar estão Caixa Seguridade (CXSE3), Porto (PSSA3) e CPFL Energia (CPFE3), que atualmente compõem o índice Mid-Large Caps (MLCX).
Em contrapartida, Usiminas (USIM3), Taurus Armas (TASA4) e Santos Brasil (STBP3) estão entre os que devem deixar o índice das small caps.
A possível entrada de Natura (NTCO3) e Lojas Renner (LREN3) chama atenção do mercado.
Essas empresas, que anteriormente não cumpriam todos os critérios para compor o índice, agora podem retornar ao radar, principalmente após a queda de mais de 20% das ações da Natura no ano, o que alterou sua elegibilidade.
Além do Ibovespa e do SMLL, outras carteiras da B3, como o IBrX-50 e o IBrX-100, também devem sofrer mudanças.
No primeiro, as apostas recaem sobre a inclusão de Marfrig(MRFG3), CCR (CCRO3) e Carrefour (CRFB3), enquanto Azzas (AZZA3), Usiminas (USIM5) e MRV (MRVE3) podem deixar o grupo.
Já no IBrX-100, a Ecorodovias (ECOR3) é uma possível novidade, ao passo que Alpargatas (ALPA4) pode ser retirada da composição.
A reavaliação da carteira do Ibovespa segue uma lógica baseada em liquidez, representatividade e volume médio diário negociado.
A cada quatro meses, a B3 realiza esse rebalanceamento para manter o índice alinhado ao comportamento real do mercado.
Além disso, os dados históricos mostram uma tendência de concentração: entre 2019 e 2021, os 10 maiores papéis do índice reduziram sua participação de 61% para 47%.
Esse percentual voltou a crescer em 2023, atingindo 53%, mas já apresenta nova queda, agora para 51%. Esse movimento indica uma tentativa de redistribuição de pesos, favorecendo uma maior diversidade na composição do índice.
Também chama atenção a redução no número total de ativos listados, reflexo de fusões e aquisições ocorridas nos últimos anos, como os casos de brMalls (BRML3) e SulAmérica (SULA11), que foram incorporadas por Allos (ALOS3) e Rede D'Or (RDOR3), respectivamente.
💲 Para quem investe em fundos passivos, que replicam a carteira do Ibovespa ou outros índices da B3, essas mudanças são importantes.
A reestruturação exige ajuste das posições pelos gestores, o que pode provocar variações relevantes no volume e no preço das ações envolvidas.
Empresas que entram para o índice tendem a ter uma valorização momentânea — o chamado “efeito inclusão” — impulsionadas pela maior demanda. Já as que saem podem sofrer pressão de venda.
Por isso, acompanhar as prévias da B3 é essencial para quem deseja se antecipar aos movimentos de mercado.
Caso as previsões se confirmem, o Ibovespa deverá passar a contar com 87 ações, refletindo o dinamismo do mercado brasileiro e as mudanças estruturais em curso.
Os destaques positivos da nova composição, segundo as projeções da Genial Investimentos, devem incluir WEG (WEGE3), Vale (VALE3), Klabin (KLBN11) e as prováveis novatas Smart Fit e Direcional, que devem ganhar peso no índice.
📈 Por outro lado, empresas como Petrobras (PETR3), Itaú (ITUB4) e Eletrobras (ELET3) devem ter participação reduzida na nova carteira.
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