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Ibovespa (IBOV) iniciou 2026 em tom de correção. Em uma sessão marcada pela liquidez reduzida, típica do retorno do feriado de Ano Novo, e por ajustes táticos de carteira, o principal índice da bolsa brasileira recuou 0,36%, encerrando o dia aos 160.538,69 pontos.
O grande vilão do dia foi o cenário externo, especificamente vindo da Ásia. O anúncio de restrições chinesas à carne bovina importada caiu como uma bomba sobre o setor de proteínas.
A China decidiu aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações que excederem as cotas estabelecidas, atingindo em cheio o Brasil. Como resultado, a
Minerva (BEEF3) liderou as perdas do índice com uma queda severa superior a 6%.
O peso dos gigantes e o alívio nas taxas de juros
Não foi apenas o setor de frigoríficos que sofreu. Os "pesos-pesados" do Ibovespa,
Petrobras (PETR4) e
Vale (VALE3), operaram no vermelho durante todo o pregão, acompanhando a desvalorização das commodities no mercado global.
- Petróleo Brent: Recuou para a casa dos US$ 60,75, influenciado por uma perspectiva de oferta abundante.
- Minério de Ferro: Fechou em queda de 0,57% na bolsa de Dalian (China), refletindo a cautela sobre a demanda industrial chinesa para o início do ano.
Por outro lado, o
dólar à vista continuou sua trajetória de desvalorização, caindo 1,16% e fechando a R$ 5,42.
Esse enfraquecimento da moeda americana, somado a um alívio na curva de juros futuros, permitiu que as ações cíclicas (varejo e consumo) evitassem um tombo maior do índice.
O
GPA (PCAR3) se destacou positivamente, impulsionado pelo aumento de participação da Bonsucex para mais de 10% do grupo.
SLC Agrícola e o movimento "ex-bonificação"
Mesmo com o ajuste técnico, o papel mostrou resiliência em reação ao robusto aumento de capital de R$ 914,2 milhões, reforçando a confiança no agronegócio para este novo ciclo.
Wall Street e a sucessão no Federal Reserve
Com o mandato de Jerome Powell terminando em maio, nomes como Kevin Hassett e Christopher Waller já dominam as mesas de apostas.
O mercado já precifica que o novo presidente poderá adotar uma postura mais flexível, o que trouxe um fôlego extra para as gigantes de tecnologia como Nvidia e Apple. 🇺🇸
O que monitorar na próxima semana?
📊 Para os próximos dias, o foco do investidor volta-se para a agenda de indicadores. O destaque absoluto será o
IPCA de dezembro, que será divulgado na sexta-feira (9).
Este dado será a peça final do quebra-cabeça para o Banco Central definir o ritmo de cortes da
Selic em 2026.
Além disso, a inspeção do TCU sobre a
liquidação do Banco Master continuará no radar das movimentações corporativas e do setor financeiro.