Furto de combustível em dutos da Transpetro, da Petrobras (PETR4), cresce pela 1ª vez em 6 anos

A Transpetro opera atualmente uma malha de aproximadamente 8,5 mil quilômetros de dutos.

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Publicado em 15/01/2026 às 07:46h - Atualizado 9 minutos atrás Publicado em 15/01/2026 às 07:46h Atualizado 9 minutos atrás por Elanny Vlaxio
São Paulo respondeu por cerca de 70% das ocorrências em 2025 (Imagem: Shutterstock)
São Paulo respondeu por cerca de 70% das ocorrências em 2025 (Imagem: Shutterstock)
💸 O furto de combustíveis em dutos da Transpetro voltou a crescer em 2025, interrompendo uma sequência de 6 anos de queda. Segundo a subsidiária de transporte e logística da Petrobras (PETR4), foram registradas 31 ocorrências no ano passado, acima das 25 contabilizadas em 2024, com forte concentração de casos no estado de São Paulo.
O avanço marca uma reversão relevante diante da redução acumulada de cerca de 90% desde 2018, quando haviam sido contabilizados 261 furtos. A Transpetro opera atualmente uma malha de aproximadamente 8,5 mil quilômetros de dutos distribuídos por todas as regiões do país.
De acordo com a companhia, São Paulo respondeu por cerca de 70% das ocorrências em 2025, somando 22 casos, frente a 17 em 2024 e 16 em 2023. Para o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, o cenário no estado não deve ser tratado como pontual. “O aumento das derivações clandestinas em São Paulo não pode ser interpretado como evento episódico, mas como um risco estrutural e sistêmico”, afirmou.
💰 Bacci destacou que o crescimento dos furtos traz preocupações relacionadas a impactos ambientais, riscos à segurança e possíveis prejuízos ao abastecimento, mesmo diante de investimentos anuais contínuos em prevenção, que giram em torno de R$ 100 milhões. “Por isso, consideramos indispensável uma resposta integrada, envolvendo os órgãos de segurança pública, além do endurecimento da legislação para desestimular essa prática criminosa."
Segundo o executivo, o estado reúne fatores que favorecem a atuação criminosa, como a maior malha dutoviária do país, elevada capilaridade próxima a áreas urbanas e um mercado consumidor amplo, capaz de absorver rapidamente o combustível furtado. Além disso, a infraestrutura logística e viária paulista facilita o transporte e a distribuição clandestina dos produtos.