Flávio e Lula vão disputar a presidência no 2º turno das eleições 2026

O candidato do PL apelou para o voto útil e saiu na frente do petista no 1º turno.

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Publicado em 04/10/2026 às 21:00h - Atualizado em 05/10/2026 às 00:53h Publicado em 04/10/2026 às 21:00h Atualizado em 05/10/2026 às 00:53h por Marina Barbosa
Flávio e Lula vão disputar o 2º turno das eleições, em 25 de outubro (Imagem: Divulgação)
Flávio e Lula vão disputar o 2º turno das eleições, em 25 de outubro (Imagem: Divulgação)
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar a presidência do Brasil no segundo turno das eleições de 2026, marcado para 25 de outubro.
Flávio levou 47,03% dos votos válidos e saiu na frente no primeiro turno das eleições, diferente do que mostravam as últimas pesquisas eleitorais. Já Lula conseguiu 45,16% dos votos válidos computados neste domingo (4).
O candidato do PL ganhou força na reta final da campanha ao fazer um apelo pelo voto útil. Ou seja, ao tentar concentrar os votos que estavam dispersos entre outros presidenciáveis de direita.
Com críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao governo Lula, Flávio ainda pediu o "voto de revolta" dos eleitores brasileiros e já havia dito neste domingo (4) que a estratégia parecia estar dando certo.
"Nossos trackings mostram o voto inteligente, o voto de revolta já nesse primeiro turno. Pessoas que votariam em outros candidatos, que também são contra o Lula, já votando em Flávio Bolsonaro", afirmou, ao votar no Rio de Janeiro.
Lula, por sua vez, fez críticas veladas e tentou fazer um contraponto ao rival ao comparecer às urnas e falar com a imprensa neste domingo (4), em São Paulo.
"O Brasil não irá para a frente facilitando venda de armas, mas com distribuição de livros. Não vai para a frente com milicianos, com orgia em torno do Banco Master, vai com o caráter dos seus governantes", disse.
Já depois da apuração das urnas, o petista subiu o tom contra o rival e prometeu entrar em uma "nova campanha" a partir desta segunda-feira (5) para tentar reverter esse "resultado inesperado". Veja o pronunciamento de Lula.
Por outro lado, o candidato do PL disse que os números mostram que "o Brasil quer mudança" e caminha para "o fim da era do PT". Confira o pronunciamento de Flávio.

Voto a voto

A diferença de aproximadamente 1,88 ponto percentual registrada entre Lula e Flávio foi a menor já registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização brasileira.
Em número de votos, a diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões, pois Flávio levou 56,1 milhões de votos e Lula, 53,8 milhões.
Com isso, Flávio Bolsonaro não apenas despontou à frente de Lula, como também conseguiu um resultado mais forte do que o obtido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nas últimas duas eleições presidenciais.
Em 2022, Lula levou 48,43% dos votos e Jair Bolsonaro ficou com 43,20% dos votos do primeiro turno. Já em 2018, Jair Bolsonaro obteve 46,03% dos votos válidos, contra 29,28% de Fernando Haddad (PT) na primeira etapa do pleito.

A 3ª via

Com a polarização política e os apelos pelo voto útil de Flávio, os candidatos da chamada terceira via levaram menos de 8% dos votos válidos computados neste domingo (4).
Augusto Cury (Avante) ficou no terceiro lugar da disputa presidencial, com 2,89% dos votos. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem na sequência, com pouco mais de 2% dos votos válidos cada. Romeu Zema (Novo) levou menos de 0,3% dos votos.
Ao comentar o resultado, Augusto Cury e Renan Santos não esconderam a decepção e preferiram não tomar nenhum lado no segundo turno. Já Ronaldo Caiado disse que vai discutir a sua postura na próxima etapa da eleição com o partido e Romeu Zema disse que estará contra o PT.

Os números da eleição 

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 158,7 mil brasileiros estavam aptos a votar na eleição de 2026.
Desses, 125,2 milhões compareceram às urnas e 33,4 milhões faltaram. Com isso, a abstenção atingiu o patamar recorde de 21,08%.
Veja o resultado do 1º turno da eleição presidencial de 2026:
  • Flávio Bolsonaro (PL): 47,03%;
  • Lula (PT): 45,16%;
  • Augusto Cury (Avante): 2,89%;
  • Renan Santos (Missão): 2,24%;
  • Ronald Caiado (PSD): 2,18%;
  • Romeu Zema (Novo): 0,27%;
  • Samara Martins (UP): 0,10%;
  • Hertz Dias (PSTU): 0,04%;
  • Clariana Barão (DC): 0,03%;
  • Edmilson Costa (PCB): 0,02%;
  • Wilson Grassi (DEM): 0,01%;
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0,01%;
  • Votos em branco: 1,84%;
  • Votos nulos: 2,93%.