Após vários pregões consecutivos de quedas das taxas no
Tesouro Direto, sob influência do
trade eleitoral, os juros compostos subiam nesta quarta-feira (14), implicando em prejuízos pontuais com marcação a mercado.
Para se ter uma ideia, as taxas do
Tesouro Renda+ 2065 saltaram de
IPCA+ 6,42% ao ano, logo após o 1º turno das Eleições 2026, para os atuais
IPCA+ 6,63% ao ano. Em compensação, o preço unitário do título público de longuíssimo prazo cedeu de R$ 256,31 para R$ 235,23, respectivamente.
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Inclusive, em leilão de dívida pública realizado no último dia 13 de outubro, o governo brasileiro não conseguiu vender 100% de sua oferta de títulos públicos aos investidores institucionais (grandes bancos e gestoras de fortunas), especialmente no tocante aos indexados à inflação (
Tesouro IPCA+).
Enquanto foram ofertados 150 mil títulos
Tesouro IPCA+ 2037, pagando
IPCA+ 6,74% ao ano, os grandes bancos só arremataram 61,2 mil títulos, emprestando R$ 283,8 milhões aos cofres públicos nessa modalidade. Do montante adicional de 187,5 mil títulos Tesouro IPCA+ 2031, pagando
IPCA+ 6,71% ao ano, só 8,8 mil vingaram no leilão, rendendo R$ 41,9 milhões ao governo.
A disparada das taxas no Tesouro Direto coincide com momento de estresse no
mercado de renda fixa americano, que
até destravou recomendação de compra pela BlackRock. Por lá, os títulos do governo americano de longo prazo chegam a remunerar 5,50% ao ano, o maior patamar desde 2002.