Faria Lima entra na mira de operação contra esquema de bets ilegais

Polícia investiga fintech suspeita de intermediar operações por meio de Pix.

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Publicado em 05/11/2026 às 15:15h Publicado em 05/11/2026 às 15:15h por Wesley Santana
Polícias cumpre mandatos em vários estados, incluindo SP e DF (Imagem: Shutterstock)
Polícias cumpre mandatos em vários estados, incluindo SP e DF (Imagem: Shutterstock)

Nesta quinta-feira (5), equipes da Polícia Civil de vários estados deflagraram uma operação que tem como alvo as plataformas de apostas virtuais. Essas empresas estão ilegais desde o mês passado, quando o governo federal proibiu as bets de operar no país.

A operação, no entanto, já vinha recebendo denúncias desde o semestre passado, mirando empresas consideradas de fachada. Essas plataformas são acusadas de receber os valores para depois distribuí-los entre pessoas e empresas.

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Em São Paulo, os alvos estão na região da Faria Lima, maior centro financeiro do país. No Distrito Federal, os policiais foram a bairros como Ceilândia, na região administrativa da capital federal.

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"As apurações apontam o uso de dezenas de empresas de fachada para receber os pagamentos, concentrar os valores e redistribuí-los entre pessoas, empresas e instituições de pagamento, inclusive com conversão em criptoativos", diz a polícia.

A fintech A55 Sociedade de Crédito é um dos alvos da operação, suspeita de intermediar operações por meio de Pix. A financeira também é investigada por manter contas de pessoas envolvidas no esquema, com rodízio de procuradores.

"A grande maioria dos seus clientes eram essas bets ilegais. Era de onde vinha a maior parte do capital que girava na empresa. O valor era muito superior ao capital social declarado da empresa. E a própria empresa não cumpria os requisitos legais que ela tem como instituição. Que é de comunicar às autoridades fiscalizadoras de algo ilícito que está acontecendo com os clientes dela", diz a diz a delegada-adjunta da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Ágatha Braga.