Estados Unidos restringem vistos para a entrada no país para a Copa do Mundo

A delegação do Irã, por exemplo, não poderá permanecer em território americano durante toda a fase de grupos.

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Publicado em 09/06/2026 às 14:30h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 09/06/2026 às 14:30h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Elanny Vlaxio
A Copa do Mundo começa na quinta-feira (11) (Imagem: Shutterstock)
A Copa do Mundo começa na quinta-feira (11) (Imagem: Shutterstock)
A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, uma disputa fora dos gramados passou a ocupar o centro das atenções. Restrições migratórias dos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio, têm provocado dificuldades para torcedores, dirigentes e até integrantes oficiais da competição, levantando questionamentos sobre a participação de algumas delegações e o acesso de seus apoiadores ao Mundial.
O caso mais recente envolve a seleção do Irã. A Federação de Futebol da República Islâmica afirmou que a cota de ingressos destinada aos seus torcedores foi retirada pelos Estados Unidos poucos dias antes do início da competição. Segundo a entidade, a medida impede a distribuição dos bilhetes que normalmente são reservados aos fãs de cada seleção participante.
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“Isso acontece apesar do fato de que muitos torcedores iranianos, confiando no processo oficialmente anunciado, já haviam feito os planos necessários para comparecer aos jogos”, acrescentou a FFIRI (Federação de Futebol do Irã) em comunicado. 
Além disso, a equipe iraniana também enfrenta restrições de circulação. De acordo com reportagens publicadas nos últimos dias, a delegação não poderá permanecer em território americano durante toda a fase de grupos e terá de deixar os Estados Unidos após cada partida disputada no país. A situação ocorre em meio ao agravamento das tensões políticas e militares entre Washington e Teerã.
A embaixada iraniana informou anteriormente que diversos integrantes da comissão e da estrutura administrativa da seleção tiveram pedidos de visto negados, apesar de os jogadores terem sido autorizados a participar do torneio. O governo iraniano classificou o tratamento como discriminatório e pediu que a Fifa acompanhe o caso.
Outro episódio que chamou atenção foi o do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan. Escalado pela Fifa para trabalhar na Copa e prestes a se tornar o primeiro árbitro da Somália em um Mundial, ele teve a entrada negada nos Estados Unidos e foi retirado da competição. A Fifa confirmou que o profissional não poderá atuar no torneio e ressaltou que decisões migratórias cabem exclusivamente ao país anfitrião.
Após ser barrado, Artan afirmou acreditar que a decisão esteja relacionada ao seu país de origem. O árbitro, eleito o melhor da África em 2025, declarou que pretende seguir focado na carreira,
“Eu quero agradecer à família do futebol pelas mensagens e desejar aos meus colegas o melhor durante a Copa. Estou ansioso para encontrá-los no futuro”, afirmou o árbitro africano. “Quero agradecer à Fifa e à CAF (Confederação Africana de Futebol) por todo o suporte e prometo continuar evoluindo meu nível e concentrar no futuro.”