Dia da decisão: Americanos vão às urnas decidir futuro de Trump nesta terça (3)

Campanha do Legislativo já é considerada a mais cara da história dos EUA.

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Publicado em 03/11/2026 às 09:19h Publicado em 03/11/2026 às 09:19h por Wesley Santana
Eleicoes ocorrem ao longo de vários dias, mas resultado deve sair até amanhã (Imagem: Shutterstock)
Eleicoes ocorrem ao longo de vários dias, mas resultado deve sair até amanhã (Imagem: Shutterstock)

Nesta terça-feira (3), milhões de cidadãos dos Estados Unidos vão às urnas para eleger deputados e senadores. Em alguns estados, também serão escolhidos novos governadores.

As eleições de meio de mandato, popularmente chamadas de Midterms, servem como um termômetro do apoio popular ao presidente em exercício. Por isso, Donald Trump tem feito de tudo para conseguir angariar votos para seu partido, com o objetivo de manter a maioria na Câmara e no Senado .

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Ao todo, são 435 cadeiras em disputa na Câmara dos Representantes. Já no Senado, são 35 dos 100 assentos. Em 36 dos 50 estados, também devem ser eleitos novos governadores.

As eleições já ocorrem há alguns dias, mas ainda não há um resultado consolidado que possa apontar uma vitória neste momento. A grande massa dos eleitores comparece às urnas nesta terça, que é a data final do pleito.

Apesar disso, as pesquisas de intenção de voto apontam uma margem importante para os democratas na Câmara. Os levantamentos, porém, não mostram um caminho definido para a disputa no Senado.

A oposição tem feito um trabalho forte para diminuir a abstenção, já que o voto não é obrigatório nos EUA. Campanhas nas redes sociais pedem que idosos e outros grupos compareçam às urnas para votar.

Os primeiros resultados deste pleito começam a sair por volta das 20h (horário de Brasília). No entanto, a conta total — logo, a composição das Casas — pode levar dias para ser fechada, considerando que os eleitores podem votar por meio de cédulas enviadas pelo correio.

Leia mais: Midterms nos EUA: Eleições podem mexer com dólar e juros no Brasil?

Plebiscitos locais

Para além da composição das câmaras alta e baixa, os eleitores também devem dar sua opinião sobre questões locais. Na Califórnia, por exemplo, eles devem decidir sobre o imposto de 5% sobre bilionários.

Este é um tema que foi bastante discutido na semana passada, depois que a Meta fez uma manobra para que Mark Zuckerberg fique de fora desta taxação, caso ela seja aprovada pela população. O empresário vai poder vender parte de suas ações sem perder o poder de voto que tem sobre a companhia.

Financiamento de campanha alcança recorde histórico

Segundo dados da Comissão Eleitoral Federal dos EUA, essa pode ser a campanha mais cara da história do Legislativo. Estima-se que os candidatos tenham arrecadado US$ 15 bilhões em recursos, valor equivalente a R$ 75 bilhões.

Parte desses recursos vem de alguns dos homens mais ricos do mundo. É o caso de Elon Musk, que teria doado US$ 158 milhões para um grupo ligado ao partido Republicano, de Donald Trump.

O próprio chefe da Casa Branca teria desembolsado uma quantia volumosa para financiar seus parceiros. A Reuters diz que ele investiu cerca de US$ 400 milhões no pleito.

Qual o impacto para o Brasil?

Toda a América Latina está de olho nas eleições que vão definir a força de Trump nos EUA. Desde que voltou ao poder, o presidente tem aumentado sua influência na região, em um braço de ferro contra a China.

A eleição deve servir como uma avaliação das últimas decisões do governo que influenciaram não só a política internados EUA. O tarifaço, a guerra no Irã, a captura de Nicolás Maduro e tantas outras situações estão sendo avaliadas neste momento.

Diante disso, o resultado pode definir os próximos passos dele na relação com os países vizinhos. Além disso, com a recente vitória de Lula no Brasil, a eleição norte-americana também deve mostrar como será a relação entre os EUA e o Brasil no próximo biênio.