Cyrela (CYRE3) vai recomprar até 14,5 milhões de ações

Com a recompra, a Cyrela busca fomentar a geração de valor para os acionistas.

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Publicado em 08/06/2026 às 09:52h Publicado em 08/06/2026 às 09:52h por Marina Barbosa
Ações da Cyrela estão em baixa na Bolsa no acumulado de 2026 (Imagem: Shutterstock)
Ações da Cyrela estão em baixa na Bolsa no acumulado de 2026 (Imagem: Shutterstock)
A Cyrela (CYRE3) anunciou no domingo (7) a criação de um novo programa de recompra de ações.
Com isso, a companhia poderá recomprar até 14,48 milhões de ações nos próximos 18 meses, sendo:
  • 9,68 milhões de ações ordinárias (CYRE3);
  • 4,8 milhões de ações preferenciais (CYRE4).
Os papeis estão sob pressão na Bolsa, já que o mercado imobiliário de alta renda tem enfrentado um momento desafiador diante dos juros altos.
Para se ter ideia, as ações ordinárias da Cyrela acumulam uma baixa de 4,8% em 2026. Já as preferenciais estão despencando 25,3% no acumulado do ano.

Retorno aos acionistas

💲 Diante disso, a Cyrela busca elevar o retorno dos seus acionistas com o novo programa de recompra de ações. Afinal, com menos papeis em circulação, os acionistas terão direito a uma parcela maior dos dividendos da empresa.
"Com relação ao novo Programa de Recompra, a Companhia destaca que o seu principal objetivo é permitir a aplicação de recursos disponíveis na aquisição das ações em bolsa, preços de mercado, visando a fomentar a geração de valor para seus acionistas", afirmou a Cyrela.
Para isso, as ações recompradas poderão ser mantidas em tesouraria, canceladas ou posteriormente alienadas no mercado. Os papeis também poderão ser entregues a executivos da companhia, no âmbito de planos de incentivos baseados em ações.
Os papeis serão recomprados a preços de mercado na Bolsa, com recursos disponíveis nas reservas de lucro e de capital da empresa, ou com os resultados já obtidos neste ano.

Resultados e recomendações

🏢 A Cyrela registrou um lucro líquido de R$ 297 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado caiu 9% em relação ao mesmo período de 2025, apesar de uma alta de 4% da receita líquida de vendas, devido ao aumento das despesas financeiras.
O resultado ficou abaixo do esperado por analistas como os do BTG. Ainda assim, o banco manteve uma recomendação de compra para as ações da Cyrela, por acreditar que a construtora ainda apresenta um desempenho operacional sólido, além de negociar a um múltiplo atrativo na Bolsa.
O Itaú BBA também mantém uma recomendação de compra, mas cortou o preço-alvo do papel de R$ 37 para R$ 33 no final de maio. O banco reconhece o momento desafiador do mercado imobiliário, mas projeta uma recuperação gradual dos resultados da Cyrela, dada a sua forte atuação no segmento de alta renda e a exposição crescente ao mercado de baixa renda.