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Caixa Seguridade (CXSE3) tem o direito a receber aproximadamente R$ 750 milhões até o dia 30 de outubro de 2026, após tomar conhecimento nesta sexta-feira (16) da rescisão do Contrato de Distribuição de Produtos firmado com o Banco Pan.
Vale destacar que o negócio entre as companhias se dava por meio da Too Seguros S.A., empresa originalmente fundada em 1964 e que operou durante décadas pelo nome de Pan Seguros, ligada ao Banco Pan. Com a estrutura societária da Too Seguros S.A., havia a união de dois acionistas de peso: a própria Caixa Seguridade, além do
BTG Pactual (BPAC11).
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Conforme o comunicado divulgado ao mercado, o recebimento efetivo da multa pela Too Seguros produzirá um impacto positivo e não recorrente no lucro líquido da Caixa Seguridade, estimado em R$ 210 milhões no exercício de 2026.
Tamanho reconhecimento financeiro como equivalência patrimonial, considerando os devidos efeitos tributários e participação econômica detida indiretamente pela Caixa Seguridade na Too Seguros, na linha de resultado de investimentos em participações societárias.
"A partir da rescisão do Contrato de Distribuição, a Too Seguros perderá a exclusividade para comercialização de seguros junto ao bancassurance do Banco Pan, e as partes continuarão desempenhando suas funções, visando ao atendimento dos clientes cujas apólices estejam vigentes", explica Edgar Soares, diretor de relações com investidores da Caixa Seguridade.
Para quem não sabe, o termo bancassurance se refere ao modelo de negócios que envolve a parceria estratégica entre um banco e uma
seguradora, permitindo a venda de produtos de seguro diretamente pelos canais de atendimento da instituição financeira.
Como exemplo prático, a
CXSE3 mantém em ativo o seu bancassurance com a Caixa Econômica Federal, o banco estatal que lidera em condições competitivas de financiamento imobiliário, operações que normalmente exigem a contratação de seguros.