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Os países que compõem o Brics estariam trabalhando em um projeto para integrar suas moedas. A ideia é usar os sistemas de pagamento para que as transações entre os mercados sejam realizadas de forma mais ágil e barata.
“Vários métodos, várias opções estão sobre a mesa, incluindo moedas digitais de bancos centrais e conexões entre sistemas de pagamentos instantâneos”, destacou Sanjay Malhotra, presidente do Banco Central da Índia (RBI), país que hoje preside o grupo dos países emergentes. “Há muito espaço para reduzir os custos”.
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O Brics é um grupo econômico composto por países de diferentes continentes. Ele foi criado inicialmente com Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, mas depois de alguns anos se expandiu, totalizando 11 membros, representando quase 40% do comércio mundial.
A fala do indiano acontece apenas dois dias depois que o Banco Central do Brasil publicou um relatório que destaca os próximos passos para a internacionalização do Pix. Os planos são integrar o sistema brasileiro com o de outros países diretamente, na intenção de criar conexões diretas entre os pagamentos feitos no país e no exterior.
“Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, disse o relatório do BC.
Ao longo dos últimos anos, muito se falou em uma eventual moeda comum entre os países que compõem o Brics. Esse tema, porém, parece ter saído da pauta depois que alguns dos países do bloco se mostraram contrários, além de pressão dos Estados Unidos em relação a projetos nesse sentido.
A mudança de sentido mostra que o assunto saiu da mesa de negociações, fazendo com que os países optassem por uma estratégia mais nacionalista. Eles podem manter suas próprias moedas e criar um sistema que liquide transações internacionais sem passar por terceiros, como o dólar.
“O que está sobre a mesa de negociação é o aprimoramento do uso de moedas locais no comércio intra-Brics e a proposta de desenvolver um novo sistema de pagamento com o intuito de reduzir a dependência do sistema SWIFT, tendo como efeito a redução da dependência do dólar americano”, explicou o professor de direito internacional e coordenador do grupo de pesquisa Brasil-China da FGV, Evandro de Carvalho, em entrevista recente à CNN Brasil.
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