Brasileirão retorna sem bets; veja quais clubes perderam patrocinadores

Proibição das plataformas de apostas afeta 14 das 20 equipes da Série A e reduz uma das principais receitas dos times.

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Publicado em 07/10/2026 às 11:06h Publicado em 07/10/2026 às 11:06h por Wesley Santana
Clubes de futebol correm contra o tempo para encontrar novos patrocínios (Imagem: Shutterstock)
Clubes de futebol correm contra o tempo para encontrar novos patrocínios (Imagem: Shutterstock)

Nesta quarta-feira (7), os times de futebol voltam aos campos para disputar o Campeonato Brasileiro. Desta vez, os uniformes de quase todos eles trazem um patrocinador a menos: as bets.

As plataformas de apostas virtuais foram proibidas no Brasil no fim do mês passado pelo presidente Lula (PT). O governo deu o prazo desta terça (6) para que os clubes deixem de estampar os logos em seus uniformes.

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Com isso, as agremiações perderam uma de suas principais fontes de receita com patrocínios. Em comunicado divulgado em grupo, os times até chegaram a dizer que a proibição das bets representaria também o fim do futebol brasileiro.

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Nas disputas da Série B, que já começaram, a maioria dos clubes trocou as estampas de bets por marcas próprias. Isso inclui, por exemplo, a logo dos programas de sócio-torcedor.

Estima-se que 14 das 20 equipes da Série A do Brasileirão eram patrocinadas por bets. Agora, os clubes correm contra o tempo para encontrar novas empresas que queiram patrociná-los. O grande problema é a cota de patrocínio, que, no geral, era a maior.

A proibição também atinge as próprias organizações das disputas, que tinham as bets como patrocinadoras. Tanto o Campeonato Brasileiro quanto a Copa do Brasil estampam as plataformas como apoiadoras financeiras.

Como fica a nova regra?

A Medida Provisória 1.394/2026, que pôs fim às bets, precisa ser validada pelo Congresso Nacional. Os parlamentares têm até 60 dias para aprovar o documento editado pelo presidente; caso contrário, ele perderá a validade.

Diante de um novo Congresso que foi eleito, ainda não há nenhum compromisso dos legisladores em votar a medida. Portanto, caso não seja colocada em pauta ainda nesta legislatura, a proibição pode cair.

Ainda há a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) ser eleito e voltar a editar a medida. No entanto, conforme destacou a BandNews, há um movimento das plataformas para um eventual apoio à candidatura do senador neste segundo turno das eleições, na tentativa de jogar a proibição para o escanteio.

Quais clubes tinham patrocínio de bets?

  • Atlético-MG – H2Bet
  • Botafogo – VBet
  • Chapecoense – ZeroUm Bet
  • Corinthians – Esportes da Sorte
  • Cruzeiro – Betnacional
  • Flamengo – Betano
  • Fluminense – Superbet
  • Grêmio – Pitaco
  • Palmeiras – Sportingbet
  • Remo – Vai de Bet
  • Santos – Novibet
  • São Paulo – Superbet
  • Vitória – Bet7k
  • Vasco – Sportingbet

São Paulo encontra solução

Um dos clubes que encontraram uma solução para o caso foi o São Paulo, que fechou acordo com o “Superscore” para ocupar o mesmo lugar da “Superbet”. O novo patrocinador é uma empresa subsidiária da casa de apostas, mas funciona como um aplicativo de inteligência esportiva que reúne dados e estatísticas de esportes em tempo real.

"A plataforma, parceira global da Superbet, não exibe nenhum tipo de publicidade, odds ou sugestões de apostas, e não promove de qualquer forma atividades de apostas de quota fixa. O Superscore apoiará o clube, os torcedores e o futebol brasileiro, ao mesmo tempo em que a Superbet acompanha a tramitação e a análise da Medida Provisória n. 1.394/2026 pelo Congresso”, diz o tricolor paulista.