Bolsa bate recorde pelo 3º dia seguido e supera 197 mil pontos; dólar vai a R$ 5

O principal indíce da B3 renovou o recorde histórico pelo 3º dia seguido e fechou a semana com alta de 4,95%.

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Publicado em 10/04/2026 às 17:47h Publicado em 10/04/2026 às 17:47h por Matheus Silva
O dólar comercial cedeu 1,02% e fechou a R$ 5,01 (Imagem: Shutterstock)
O dólar comercial cedeu 1,02% e fechou a R$ 5,01 (Imagem: Shutterstock)
🚨 A bolsa brasileira fechou esta sexta-feira (10) escrevendo história pelo terceiro pregão seguido. 
O Ibovespa (IBOV) encerrou aos 197.323 pontos, alta de 1,12%, renovando pela terceira vez consecutiva o maior fechamento nominal de sua trajetória. 
Na máxima intradia, o índice chegou a 197.553,64 pontos. Em cinco sessões, o índice acumulou ganho de 4,95%, uma das melhores semanas do ano.
O dólar comercial cedeu 1,02% e fechou a R$ 5,01, quebrando a barreira psicológica dos R$ 5,10. Na semana, a divisa recuou 2,88% frente ao real, refletindo o apetite renovado do investidor estrangeiro pelo mercado brasileiro.

IPCA de março fecha a porta para corte maior da Selic

O único contraponto ao clima positivo veio dos dados de inflação. O IPCA de março subiu 0,88%, acima do que economistas consultados pelo mercado esperavam, puxado por combustíveis, alimentos e serviços. 
Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,14%, ainda dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, fixado em 3% com margem de 1,5 ponto percentual.
O mercado reagiu rapidamente e a probabilidade de corte de 0,50 ponto percentual na Selic pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em abril sumiu da curva de juros. Em compensação, as apostas em uma redução de 0,25 ponto percentual subiram de 75% para 90%. A Selic segue em 14,75% ao ano.

Hapvida acumula 24,8% em 5 dias e Petrobras recebe fluxo estrangeiro

A Hapvida (HAPV3) foi o destaque absoluto da semana. A operadora de saúde encerrou a sexta com alta de 13,05%, a R$ 13,25, engatando o terceiro pregão consecutivo de ganhos expressivos, impulsionada por uma sequência de anúncios de mudanças na liderança da companhia. 
No acumulado de cinco sessões, o papel valorizou 24,8%, o melhor desempenho entre todos os componentes do Ibovespa.
A Petrobras (PETR4) também deu suporte ao índice. Beneficiada pela entrada de capital externo, a ação preferencial subiu 2,36%, a R$ 49,03, encerrando como o papel mais negociado da B3, com 77,4 mil negócios e giro de R$ 1,8 bilhão. A ordinária (PETR3) avançou 2,49%, a R$ 54,00.
Do outro lado, a Azzas 2154 (AZZA3) despencou 10,88%, sendo negociada em R$ 20,80, após comunicar a saída de Ruy Kameyama da presidência da unidade de Fashion & Lifestyle. 
Em fato relevante divulgado próximo ao fechamento, a varejista informou que o executivo deixou o posto "para se dedicar a novos projetos pessoais e profissionais", sem nomear um substituto.

Wall Street oscila com olhos voltados para Islamabad

Os mercados americanos encerraram sem direção definida. Investidores aguardam o encontro entre representantes dos EUA e do Irã marcado para este sábado (11) em Islamabad, capital do Paquistão. 
O governo iraniano sinalizou que as negociações terão início desde que "as pré-condições sejam aceitas." As conversas entre Israel e o Líbano devem ocorrer na semana seguinte, nos EUA.
O Dow Jones recuou 0,56%, aos 47.916,33 pontos; o S&P 500 cedeu 0,12%, aos 6.816,79 pontos; e o Nasdaq avançou 0,35%, aos 22.902,89 pontos. 
📊 Na Europa, o Stoxx 600 fechou com leve alta de 0,37%, aos 614,84 pontos. Na Ásia, o Nikkei subiu 1,84%, aos 56.924,11 pontos, e o Hang Seng ganhou 0,55%, aos 25.893,54 pontos.