A XP Investimentos elevou a recomendação das ações da
WEG (WEGE3) para compra e aumentou o preço-alvo dos papéis para R$ 60 até o fim de 2027.
A avaliação aponta potencial de valorização superior a 20%, segundo a corretora, que considera a fabricante de equipamentos elétricos mais atrativa diante do cenário econômico brasileiro e das perspectivas de crescimento para os próximos anos.
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A mudança representa uma revisão da recomendação anterior, que era neutra, e do preço-alvo, que passou de R$ 53 para R$ 60.
Na análise da XP, a piora das perspectivas macroeconômicas após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou a atratividade da empresa, especialmente por sua atuação internacional, diversificação geográfica e proteção natural contra oscilações cambiais.
Por que a XP recomenda comprar WEG?
A corretora destaca que a WEG reúne características defensivas que podem favorecer seus negócios em um ambiente de maior incerteza. A presença global permite diversificar receitas e reduzir a dependência do mercado brasileiro, enquanto a exposição a diferentes moedas funciona como uma proteção diante das variações cambiais.
A companhia também se beneficia de tendências de longo prazo, como eletrificação e investimentos em redes elétricas, além de atuar em diferentes segmentos industriais. Na avaliação da XP, esses fatores ajudam a tornar o crescimento menos dependente dos ciclos tradicionais de investimentos industriais.
Receita e lucro lá em cima
Outro ponto que sustenta a perspectiva positiva é a expansão da capacidade produtiva da empresa. Para a XP, a WEG começa a entrar em uma fase de aproveitamento dessas iniciativas, com novas estruturas contribuindo para acelerar o desempenho operacional.
A corretora projeta crescimento anual composto de aproximadamente 18% na receita entre 2027 e 2029. Quando desconsiderados os efeitos cambiais, a estimativa fica em torno de 16% ao ano.
A XP também prevê crescimento anual composto de aproximadamente 20% no lucro da WEG entre 2026 e 2029. A perspectiva de aceleração dos resultados, após períodos de expansão mais moderada, contribui para a avaliação de que o preço das ações pode se tornar mais atrativo.
Segundo a análise, os múltiplos de negociação da companhia historicamente acompanharam a evolução dos lucros. Nesse contexto, a expectativa de crescimento mais robusto pode favorecer a valorização dos papéis.