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Nesta terça-feira (30), ex-dirigentes do Banco Central divulgaram uma carta conjunta em que defendem o projeto de autonomia da instituição. Ao todo, cinco ex-presidentes e 32 ex-diretores destacaram apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que tramita no Senado Federal.
Um dos principais objetivos da PEC é dar autonomia orçamentária ao BC, que também pode passar a ter gestão financeira e administrativa próprias. Roberto Campos Neto, que foi o último a deixar a cadeira mais alta da autoridade monetária, é um dos signatários do documento.
“Após quase três anos de tramitação no Senado Federal, amplo debate técnico e sucessivos aperfeiçoamentos, o texto aprovado pela CCJ revela maturidade institucional e reúne condições para apreciação definitiva pelo Plenário”, dizem. “O momento exige uma decisão orientada pelo interesse público e pela necessidade de dotar o Banco Central dos meios compatíveis com a relevância da sua missão”, continuam.
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Os executivos também destacam que a aprovação da PEC da autonomia representa uma continuação da mudança conquistada em 2021. Naquele ano, foram aprovadas novas regras para o mandato de presidente e de diretores da autarquia.
"Essas funções não são abstratas. Delas dependem a estabilidade dos preços, a segurança do Pix, a supervisão das instituições financeiras e a capacidade de resposta do Estado diante de crises financeiras", escreveram.
Eles ainda completam dizendo que a eventual aprovação pode aperfeiçoar a relação financeira do BC com outras entidades, como o Tesouro Nacional. Isso porque a proposta “constitucionaliza mecanismos relativos à preservação da integridade patrimonial da autoridade monetária e ao tratamento de seus resultados financeiros".
A carta termina dizendo que "fortalecer o Banco Central é proteger o Pix, preservar a estabilidade financeira, fortalecer a supervisão do sistema financeiro e assegurar que a autoridade monetária disponha das condições necessárias para cumprir, com eficiência, responsabilidade e transparência, as funções que a sociedade brasileira lhe confiou".
Entre os ex-presidentes, por ordem de mandato, os seguintes nomes assinaram a carta:
Já os diretores aparecem na sequência, estes em ordem alfabética:
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