1 mês de guerra: Ibovespa tem 1ª semana positiva após o conflito com alta de 3%

O índice encerrou o dia em queda de 0,64%, enquanto o Brent completa um mês acima de US$ 100 e o conflito no Irã segue sem solução.

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Publicado em 27/03/2026 às 17:51h Publicado em 27/03/2026 às 17:51h por Matheus Silva
O dólar comercial recuou 0,28%, fechando a R$ 5,24 (Imagem: Shutterstock)
O dólar comercial recuou 0,28%, fechando a R$ 5,24 (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta sexta-feira (27) com queda de 0,64%, aos 181.556,76 pontos, mas registrou a primeira semana positiva desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, com valorização semanal de 3,03%. 
O dólar comercial recuou 0,28%, fechando a R$ 5,24. Os DIs oscilaram ao longo do pregão sem direção definida.
Amanhã (28), a guerra completa exato um mês desde seu início. Nesse período, o Brent acumula alta superior a 45% e segue acima de US$ 110 o barril, com o Irã mantendo o bloqueio ao Estreito de Ormuz como principal instrumento de pressão sobre o Ocidente.

Petróleo sobe e frete global acumula quarta alta semanal seguida

Os EUA sinalizaram a aliados que não há planos imediatos de envio de tropas terrestres ao conflito, embora o Pentágono reforce a ideia de ampliar o contingente na região. 
O governo Trump confirmou a destruição de cerca de um terço do arsenal de mísseis do Irã.
O impacto econômico da guerra se aprofunda. O WCI (World Container Index), índice de fretes de contêineres acompanhado pela consultoria Drewry, registrou sua quarta alta semanal consecutiva, atingindo US$ 2.279 por contêiner de 40 pés, 5% acima da semana anterior, sustentado por tarifas mais altas nas rotas Ásia-Europa e Transpacífico.
Jay Hatfield, fundador e CEO da Infrastructure Capital Advisors, avaliou à CNBC que o mercado perdeu a paciência com declarações vagas sobre possíveis acordos. 
"Quanto mais tempo o Estreito permanecer fechado, pior ficará o mercado de petróleo. Se levar mais um mês para reabrir o Estreito, o petróleo poderá ficar em torno de US$ 80 por um tempo, até que os estoques sejam repostos. É ruim se não houver uma resolução, mesmo que haja um caminho para ela", projetou. 
A confiança do consumidor nos EUA caiu em março para o menor nível em três meses.

Mercado de trabalho brasileiro segue robusto

No Brasil, a taxa de desemprego subiu a 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, mas representa a menor taxa para esse período desde o início da série histórica, em 2012.
Para Leonardo Costa, economista do ASA, o mercado de trabalho opera em patamar historicamente apertado.
"A taxa de desemprego em nova mínima e a massa salarial em recorde reforçam a resiliência da renda das famílias, fator que ajuda a sustentar o consumo, mas mantém pressão sobre os núcleos de inflação de serviços", avaliou.

Petrobras acumula 25% em março; Braskem e Dasa lideram quedas

A Petrobras (PETR4) fechou com alta de 2,89% nesta sexta, acumulando valorização superior a 25% em março e de quase 60% no ano. As ações preferenciais foram as mais negociadas da B3 (B3SA3), com 64,2 mil negócios.
Na ponta negativa, a Braskem (BRKM5) caiu 10,84%, após reportar prejuízo de R$ 10,284 bilhões no 4T25.
A Dasa (DASA3) recuou 18,48% com margem mais fraca no trimestre. A Hapvida (HAPV3) cedeu 2,52% após rebaixamento de recomendação por analistas. A Azul (AZUL53) perdeu 1,26% com o resultado do 4T25.
Os grandes bancos pressionaram o índice para baixo. Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,73%, Bradesco (BBDC4) recuou 1,59%, Itaú Unibanco (ITUB4) cedeu 1,17% e Santander (SANB11) perdeu 1,01%. A Vale (VALE3) reverteu as perdas e fechou com leve alta de 0,11%.
📊 Em Wall Street, os principais índices encerraram em forte queda:
  • Dow Jones recuou 1,73%, aos 45.166,64 pontos; 
  • S&P 500 cedeu 1,67%, aos 6.368,85 pontos; e 
  • Nasdaq caiu 2,15%, aos 20.948,35 pontos. 
Desde o início da guerra, os três índices acumulam perdas superiores a 7% no mês.

Agenda da semana que vem

Na semana que vem, o mercado acompanhará uma agenda robusta de indicadores de mercado de trabalho: Caged na segunda-feira (30), JOLTs na terça (31), ADP na quarta (1º) e payroll na sexta (3). 
📈 No Brasil, a produção industrial de fevereiro será divulgada na quinta-feira (2).