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Ibovespa (IBOV) encerrou esta sexta-feira (27) com queda de 0,64%, aos 181.556,76 pontos, mas registrou a primeira semana positiva desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, com valorização semanal de 3,03%.
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dólar comercial recuou 0,28%, fechando a R$ 5,24. Os DIs oscilaram ao longo do pregão sem direção definida.
Amanhã (28), a guerra completa exato um mês desde seu início. Nesse período, o
Brent acumula alta superior a 45% e segue acima de US$ 110 o barril, com o Irã mantendo o bloqueio ao Estreito de Ormuz como principal instrumento de pressão sobre o Ocidente.
Petróleo sobe e frete global acumula quarta alta semanal seguida
Os EUA sinalizaram a aliados que não há planos imediatos de envio de tropas terrestres ao conflito, embora o Pentágono reforce a ideia de ampliar o contingente na região.
O governo Trump confirmou a destruição de cerca de um terço do arsenal de mísseis do Irã.
O impacto econômico da guerra se aprofunda. O WCI (World Container Index), índice de fretes de contêineres acompanhado pela consultoria Drewry, registrou sua quarta alta semanal consecutiva, atingindo US$ 2.279 por contêiner de 40 pés, 5% acima da semana anterior, sustentado por tarifas mais altas nas rotas Ásia-Europa e Transpacífico.
Jay Hatfield, fundador e CEO da Infrastructure Capital Advisors, avaliou à CNBC que o mercado perdeu a paciência com declarações vagas sobre possíveis acordos.
"Quanto mais tempo o Estreito permanecer fechado, pior ficará o mercado de petróleo. Se levar mais um mês para reabrir o Estreito, o petróleo poderá ficar em torno de US$ 80 por um tempo, até que os estoques sejam repostos. É ruim se não houver uma resolução, mesmo que haja um caminho para ela", projetou.
A confiança do consumidor nos EUA caiu em março para o menor nível em três meses.
Mercado de trabalho brasileiro segue robusto
No Brasil, a taxa de desemprego subiu a 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, mas representa a menor taxa para esse período desde o início da série histórica, em 2012.
Para Leonardo Costa, economista do ASA, o mercado de trabalho opera em patamar historicamente apertado.
"A taxa de desemprego em nova mínima e a massa salarial em recorde reforçam a resiliência da renda das famílias, fator que ajuda a sustentar o consumo, mas mantém pressão sobre os núcleos de inflação de serviços", avaliou.
Petrobras acumula 25% em março; Braskem e Dasa lideram quedas
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Petrobras (PETR4) fechou com alta de 2,89% nesta sexta, acumulando valorização superior a 25% em março e de quase 60% no ano. As ações preferenciais foram as mais negociadas da
B3 (B3SA3), com 64,2 mil negócios.
Na ponta negativa, a
Braskem (BRKM5) caiu 10,84%, após reportar prejuízo de R$ 10,284 bilhões no 4T25.
📊 Em Wall Street, os principais índices encerraram em forte queda:
- Dow Jones recuou 1,73%, aos 45.166,64 pontos;
- S&P 500 cedeu 1,67%, aos 6.368,85 pontos; e
- Nasdaq caiu 2,15%, aos 20.948,35 pontos.
Desde o início da guerra, os três índices acumulam perdas superiores a 7% no mês.
Agenda da semana que vem
Na semana que vem, o mercado acompanhará uma agenda robusta de indicadores de mercado de trabalho: Caged na segunda-feira (30), JOLTs na terça (31), ADP na quarta (1º) e payroll na sexta (3).
📈 No Brasil, a produção industrial de fevereiro será divulgada na quinta-feira (2).