Stone pode ser comprada por rival e ainda pagar R$ 3,1 bi em dividendos, diz Citi

O Citi cortou estimativas da companhia após suas ações caírem 20%, mas manteve sua recomendação de compra com preço-alvo de US$ 18.

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Publicado em 16/03/2026 às 19:51h - Atualizado 7 horas atrás Publicado em 16/03/2026 às 19:51h Atualizado 7 horas atrás por Matheus Silva
O banco espera que R$ 3,1 bilhões, provenientes da venda da Linx, sejam pagos em dividendos (Imagem: Divulgação/Stone)
O banco espera que R$ 3,1 bilhões, provenientes da venda da Linx, sejam pagos em dividendos (Imagem: Divulgação/Stone)
🚨 As ações da Stone (STNE) despencaram 20% em uma única sessão após a divulgação de resultados bem abaixo do esperado pelo mercado, apagando os ganhos acumulados no ano. No consolidado, o papel agora recua 4,63%. 
O movimento obrigou analistas a revisarem suas projeções para a companhia.
Em relatório, o Citigroup cortou 9% de suas estimativas para a Stone, mas manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 18. 
Segundo o banco, o papel negocia a apenas 5,6 vezes o P/L estimado para 2026, múltiplo considerado baixo pelo Citi. Considerando todos os fatores, o banco estima potencial de valorização total de 47%.

Citi projeta dividendos de R$ 3,1 bi

O Citigroup espera que a Stone distribua R$ 3,1 bilhões em dividendos, provenientes da venda da Linx para a TOTVS (TOTS3)
A expectativa dos analistas é que os pagamentos comecem já no segundo trimestre, embora o cronograma e o mecanismo exato ainda não tenham sido definidos. 
O dividend yield estimado pelo banco pode chegar a 17%.
Além dos dividendos, o Citi estima que R$ 2,3 bilhões sejam devolvidos aos acionistas por meio de recompra de ações em 2025, movimento que, segundo o banco, já está incorporado na projeção de alta para o preço-alvo. 
Os analistas avaliam que há espaço para a empresa recomprar até 31 milhões de ações nos níveis atuais de preço.

Citi vê sinais de possível fusão ou aquisição

O banco identificou indícios que podem apontar para um processo de M&A envolvendo a companhia.
O primeiro é a estratégia recente de desinvestimentos, como a própria venda da Linx em julho de 2025, que rendeu R$ 3,05 bilhões, valor inferior aos R$ 6,4 bilhões pagos pela aquisição em 2020.
O segundo fator apontado pelo Citi é a decisão da empresa de devolver capital aos acionistas em vez de reinvestir os recursos na operação, movimento que ocorre em paralelo a uma desaceleração "notável" no crescimento do TPV, indicador que mede o volume total de pagamentos processados.
"Acreditamos que a empresa pode se tornar um alvo potencial de aquisição", afirmaram os analistas.

Demissões devem gerar R$ 80 mi em economia anual, estima Citi

A Stone também promoveu uma rodada de demissões que afetou principalmente o setor de tecnologia da companhia.
Segundo pessoas a par do assunto, os desligamentos atingiram cerca de 3% da força de trabalho, estimada em aproximadamente 14 mil funcionários, com entre 300 e 400 pessoas dispensadas.
Para o Citi, o impacto já está refletido nas projeções atualizadas. 
📊 "Segundo nossas estimativas, a reestruturação deve gerar aproximadamente R$ 80 milhões em economia anual antes de impostos, embora provavelmente resulte em despesas extraordinárias a serem reconhecidas no primeiro trimestre de 2026", avaliou o banco.