Apagão em SP gera prejuízo de R$ 1,5 bilhão e Enel diz que retomada é complexa
Ventos fortes derrubam rede elétrica e revelam esquema de cobrança ilegal.
Os moradores da Grande SP vêm sofrendo já há um bom tempo com sucessivos apagões de energia elétrica. A responsável pela distribuição nesta região é a Enel (E1NI34), que é alvo de medidas que podem tirar o contrato de concessão.
Em conversa com investidores nesta segunda-feira (23), o CEO da companhia, Flávio Cattaneo, destacou que a empresa tem feito de tudo para solucionar o problema. No entanto, afirmou que grande parte do problema está relacionada a fatores climáticos, como as fortes chuvas.
"Se permanecer desse jeito (queda de árvores sobre a fiação), só tem um capaz de gerenciar, mas este não é humano, é Jesus Cristo, porque não é possível de outro jeito evitar o apagão”, destacou Cattaneo, em evento realizado na Itália, sede do grupo global.
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O executivo lembrou que, entre as grandes cidades, São Paulo é a única em que a rede elétrica ainda é aérea. Desta forma, os fios passam por meio das árvores, o que afeta a distribuição em caso de quedas.
”Na nossa visão, não se trata apenas de um problema da Enel”, destacou ele. “Levando em consideração as eleições, ninguém quer estar envolvido com a discussão relativa ao apagão”, continuou, dizendo que espera ter um bom diálogo com as autoridades para evitar novos problemas.
A empresa diz estar investindo cerca de US$ 10 bilhões na América Latina, valor que será destinado em parte também ao Brasil. No mesmo dia, anunciou um programa de recompra de ações no total de 1 bilhão de euros.
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